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Herpes Simples: introdução



O herpes é uma
doença viral recorrente, geralmente benigna, causada pelos vírus Herpes simples 1 e 2, que afeta principalmente a mucosa da boca ou região genital, mas pode causar graves complicações neurológicas. Não tem cura, mas alguns remédios podem ser utilizados para diminuir os sintomas.

 

Os Vírus Herpes Simples 1 e 2 são cientificamente conhecidos como Herpes simplex vírus 1 (HSV-1) e Herpes simplex vírus 2 (HSV-2).

Estes dois vírus podem causar o Herpes labial com quadro clínico semelhantes.

 

PERGUNTAS E RESPOSTAS

O que é o herpes?

O herpes é uma infecção comum e geralmente ligeira. Pode causar lesões na boca ou na face (herpes labial) e sinais idênticos nos órgãos genitais (herpes genital).

O herpes é uma infecção causada pelo Herpes simplex vírus. O contato com o vírus ocorre geralmente na infância, mas muitas vezes a doença não se manifesta nesta época. O vírus atravessa a pele e, percorrendo um nervo, se instala no organismo de forma latente, até que venha a ser reativado.

A reativação do vírus pode ocorrer devido a diversos fatores desencadeantes, tais como: exposição à luz solar intensa, fadiga física e mental, estresse emocional, febre ou outras infecções que diminuam a resistência orgânica.

Alguma pessoa tem maior possibilidade de apresentar os sintomas do herpes. Outras, mesmo em contato com o vírus, nunca apresentam a doença, pois sua imunidade não permite o seu desenvolvimento.

 

Quem tem genital também tem labial? É o mesmo vírus?

Tem o tipo 1 e o tipo 2, eles são da mesma família. Teoricamente o 1 era conhecido como labial e o 2 como genital, mas eles se manifestam da mesma maneira e hoje são encontrados tanto nos lábios quanto nos genitais pela prática de sexo oral. Nem na sorologia é possível saber qual tipo é. O vírus fica em latência em gânglios nervosos próximos ao local afetado, por isso ele sempre é manifestado no mesmo lugar, mas pode emacular outras áreas pelo contato com as bolhas (evite furar as bolhas).

 

Qual a causa do herpes?

Como já foi acima salientado, o herpes é causado por um de dois vírus: herpes simplex tipo 1 (VHS-1) e herpes simplex tipo 2 (VHS-2). O herpes difere de outras infecções virais comuns em diversos aspectos. Em primeiro lugar, o vírus permanece para sempre no organismo, fenômeno designado por «latência». Pode «deslocar-se» através dos nervos numa determinada zona do nosso corpo e esconder-se – adormecendo virtualmente – nos gânglios nervosos durante períodos que podem ser mais ou menos longos. 



Isto significa que, mesmo não causando sintomas de herpes labial ou genital num dado momento, eles poderão aparecer no futuro.

 

Como se dá o Herpes Labial?

O herpes labial é uma infecção que ocorre, por vezes, em episódios periódicos.

Pode-se dividir a lesão em quatro estágios:

1. O lábio arde e coça

2. Inicia-se um pequeno inchaço, formando bolhas freqüentemente dolorosas

3. As bolhas rompem-se e juntam-se ocasionando ferida com secreção; neste estágio, o vírus pode ser transmitido a outras pessoas com muita facilidade

4. A ferida seca e sara; formam-se cascas e ocorre a cicatrização

 

Estas lesões reaparecem com freqüência variável de indivíduo para indivíduo

O vírus pode infectar outras partes do corpo, se tocadas logo após o contato com aferida labial. Se, por exemplo, após tocar a ferida do herpes labial, a pessoa tocar os olhos, pode provocar uma infecção grave, com a formação de úlceras na parte transparente do olho (córnea).

 

Como se transmite o herpes labial?

Atenção beijoqueiros de plantão: durante a infecção pelo herpes labial, o beijo é um importante meio de transmissão do vírus



Se uma pessoa infectada beija outra durante episódio de infecção, a transmissão torna-se possível. 

 

É assim que geralmente as crianças adquirem a primeira infecção pelo herpes. Ao ser beijada pela mãe ou qualquer outra pessoa que apresenta a infecção (principalmente no 3º estágio), a criança pode contrair o vírus.

Assim, é necessário identificar corretamente o herpes, que comumente confunde-se com outras enfermidades.

CUIDADOS

Os cuidados com herpes são importantes tanto para quem o tem, quanto para as pessoas a fim de evitar a transmissão.

Ao identificar infecção, lave sempre as mãos, após tocá-la. Não toque seus olhos, não beije. 



Evite furar as bolhas e arrancar as crostas das feridas para que não ocorra auto-inolução (auto-transmissão).

 

O que acontece quando se contrai herpes genital?

Quando uma pessoa é inicialmente infectada com VHS-1 ou VHS-2, a resposta imunitária não está completamente desenvolvida, podendo o vírus multiplicar-se mais rapidamente e em mais locais do que no futuro.

Os sinais e sintomas durante o primeiro episódio da doença podem, portanto, ser bastante acentuados, manifestando-se geralmente nas duas semanas seguintes à transmissão.

Por outro lado, algumas pessoas têm um primeiro episódio tão ligeiro que nem se apercebem, só reconhecendo que estão infectadas quando de um episódio posterior ou «reativação» que pode ocorrer meses ou anos mais tarde.

 

Herpes tem cura?

Não tem cura, porque o vírus fica em latência no organismo. Sempre que a pessoa tem queda de imunidade, a herpes simples aparece.

 

Quais são os sinais e sintomas do herpes genital recorrente?

Os sinais e sintomas do herpes genital variam bastante de um episódio para outro e de uma pessoa para outra. As feridas ou irregularidades na pele, «lesões», são freqüentes nos episódios recorrentes. Alguns doentes têm pequenas feridas, outros têm bolhas que formam crostas. No herpes recorrente, no entanto, este processo dura menos de metade do tempo do que no primeiro episódio.

Além disso, muitas pessoas têm formas sutis de herpes recorrente, que podem sarar em poucos dias e que podem ser interpretadas como picadas de inseto, abrasões ou outras.

As lesões podem localizar-se não só no pênis ou vulva, mas também perto do ânus, nas nádegas e coxas – em qualquer localização próxima da área genital.

É de salientar que no início da fase de reativação muitas pessoas têm comichão, desconforto ou sensação de dor ou picada na área onde as lesões de irão desenvolver.

Estes sintomas de alerta – chamados pródromos – antecipam com frequência as lesões em um ou dois dias. Em alguns doentes o pródromo envolve dor nas nádegas, na parte posterior das pernas ou mesmo na parte inferior das costas.

 

Quanto tempo dura um «primeiro episódio»?

A maioria das pessoas tem os sinais e sintomas mais graves pouco tempo após ter sido infectada. Este «primeiro episódio» caracteriza-se freqüentemente pelo aparecimento de pequenas borbulhas ou bolhas que eventualmente formam crosta e cicatrizam como um pequeno corte. No entanto, os sinais do herpes variam bastante, podendo ser fáceis ou difíceis de identificar, dolorosos ou facilmente ignorados.

Nos primeiros episódios, podem decorrer duas a quatro semanas até todas as lesões estarem completamente cicatrizadas. Durante este período, em alguns doentes ocorrerá o desenvolvimento de novas lesões e alguns apresentarão sintomas semelhantes aos da gripe, incluindo febre e gânglios inchados, particularmente junto às virilhas. O tratamento com medicamentos antivíricos durante os primeiros episódios está estabelecido e pode acelerar significativamente a cicatrização das lesões.

 

O vírus pode estar ativo sem provocar sintomas?

Pensava-se que o vírus herpes simplex só está ativo durante os surtos – quando é visível uma ferida, uma bolha ou outro sintoma como prurido, por exemplo. Sabe-se hoje, no entanto, que o vírus pode estar ativo sem causar quaisquer sinais ou sintomas. Tem-se designado este fenômeno de diversas formas, incluindo «eliminação assintomática» e «eliminação subclínica» do vírus. Mas o melhor termo pode ser simplesmente «herpes não reconhecido». O termo «não reconhecido» é especialmente indicado por três razões:

 

1. Algumas lesões são ignoradas porque aparecem em locais para os quais nunca olhamos;

2. Algumas lesões são confundidas com sinais de qualquer outra coisa – um pêlo encravado, por exemplo;

3. Algumas lesões não são visíveis a olho nu. Mesmo que uma pessoa tenha sinais e sintomas recorrentes que possam ser identificados como sendo herpes, há certamente dias em que o doente não se apercebe de que o vírus reativou e progrediu para a pele ou membranas mucosas.

 

Afinal, como é transmitido o herpes?

O herpes transmite-se através do contato direto pele com pele. Por exemplo, como vimos mais acima, se tiver lesões de herpes labial e beijar alguém, pode transmitir o vírus. Se tiver herpes genital e praticar sexo vaginal ou anal, pode transferir o vírus dos seus órgãos genitais para os do(a) parceiro(a). Finalmente, se tiver herpes labial e praticar sexo oral, pode causar herpesgenital no(a) parceiro(a).
O vírus pode igualmente ser transmitido por contato sexual, mesmo na ausência de sintomas ou lesões aparentes. O herpes é freqüentemente transmitido por pessoas que desconhecem estar infectadas ou que simplesmente não reconhecem que a sua infecção está numa fase ativa.

 

Afinal, ter herpes significa, mais cedo ou mais tarde, ter sintomas?

Algumas pessoas que têm uma infecção latente nunca tiveram um pródromo ou lesões genitais. Além disso, muitos têm sintomas tão ligeiros que não se apercebem da infecção durante muitos anos. Estima-se que uma percentagem já significativa da população esteja infectada por vírus herpes simplex, no entanto, menos de um terço destes indivíduos foram diagnosticados ou apresentam história clínica de lesões herpéticas.

 

Qual a incidência na população?

 

Se for fazer teste de sangue, 90% das pessoas tem anticorpos, mas na clínica chega a 50, 60% das pessoas.

 

Qual o tratamento?

Não existe um tratamento definitivo para o herpes, mas há medicamentos que ajudam a controlar eficazmente a infecção. O tratamento em geral, tanto do tipo 1, quanto do tipo 2 é tópico, para aliviar a dor e os sintomas, com pomada antiviral aciclovir. Esta medicação antivírica atua eliminando a capacidade de multiplicação do vírus. 

aciclovirO surto dura de 7 a 14 dias. Se demorar para cicatrizar, pode ser usado antiviral vira oral, o aciclovir, valaciclovir, famciclovir ou penciclovir. A sua administração não está associada ao aparecimento de efeitos secundários significativos, podendo ser tomados por longos períodos de tempo.

"Quando se faz uso do medicamento oral, já nos primeiros sintomas antes da bolha, aborta-se o ciclo e quando ele aparece, é cicatrizado mais rápido".

 

De quanto em quanto tempo tem surto?

A alteração de imunidade é o que determina a frequência dos surtos, que não devem ser mais do que seis vezes ao ano. Se a pessoa teve gripe ou outra infecção, passou por cirurgia, estresse, ficou muito tempo exposta ao sol, pode ter surto.

 

O herpes espalha-se por outras partes do corpo?

Durante um primeiro episódio, é possível transferir o vírus do local da lesão inicial para outras partes do corpo pelo contacto com outras feridas. Desta forma, os dedos, os olhos e outras partes do corpo podem acidentalmente ser infectadas. É simples prevenir a auto-infecção: não toque nas feridas durante um episódio – especialmente se for o primeiro. Caso o faça, lave as mãos com a maior brevidade possível.

 

Como reduzir o risco de transmissão a um parceiro sexual?

1. Diga ao seu parceiro — O ideal será que ambos entendam os princípios básicos da prevenção contra o herpes e decidam em conjunto sobre quais as preocupações mais aconselháveis no seu caso.

2. Evite relações sexuais quando tiver quaisquer sinais ou sintomas — Manter um contacto sexual durante uma recorrência coloca o parceiro não infectado em risco.

Herpesabelha3. Use o preservativo durante o período entre as recorrências — O preservativo oferece uma boa proteção contra o herpes não reconhecido, cobrindo as mucosas, que são os locais privilegiados de transmissão. 

Pode também evitar a aquisição de outras infecções sexualmente transmissíveis. O preservativo não assegura uma proteção a 100%, porque podem existir lesões em locais não cobertos. Porém, se utilizado de forma consistente e correta, é a melhor de prevenção disponível.

4. Microbicidas/Espermicidas — Os espermicidas utilizados nas espumas, películas e geles contraceptivos destroem ou neutralizam o vírus da herpes e estão sendo desenvolvidos mais estudos nesta área. Podem fornecer alguma proteção quando usados diretamente na vagina, nas doses recomendadas para contracepção. Devem ser utilizados em conjunto com o preservativo e não em sua substituição.

 

E em relação à gravidez?

A transmissão da infecção ao recém-nascido é rara e a maioria das mulheres com história de herpes tem partos normais. No entanto, um recém--nascido que contrai herpes pode ficar gravemente doente, sendo necessário observar as seguintes precauções:

1. Quando uma mulher tem uma infecção herpética ativa no momento do parto, procede-se normalmente a uma cesariana; 


2. Se a futura mãe tem uma história de herpes, é importante informar o médico durante uma consulta pré-natal. Este fato é importante mesmo que nunca tenha existido sintomas ou que não ocorram recorrências há longo tempo. A futura mãe deve ser examinada para verificar se há sinais  durante a gestação  e deve informar o médico caso suspeite da presença de infecção ativa naquela altura;

3. Se não tiver história de herpes, mas o seu parceiro sexual tem, é importante que evite contrair a infecção durante a gravidez. Um primeiro episódio durante a gravidez representa um maior risco de transmissão ao recém-nascido.

 

O que fazer se estou com herpes genital?

Procure um médico enquanto os sinais e sintomas ainda estiverem presentes. O médico observará a área afetada e poderá efetuar uma análise das lesões para verificar se o vírus está ou não presente e identificar o tipo (se as lesões forem recentes).

 

Mesmo que não esteja com bolhas, transmite o vírus?

Depende, ele só é transmitido quando tem as bolhas ou quando existem partículas com o vírus mesmo sem as bolhas, num estágio inicial de infecção (a prevenção ainda é o melhor remédio).

 

Pode levar a uma doença mais grave?

A primeira infecção é mais perigosa, principalmente em crianças. "Elas podem ter gengivoestomatite, sangramento na gengiva, que pode durar de 7 a 14 dias".

 

Existe vacina?

Ainda não existe vacina.

 

Há algum alimento para prevenir?

Acredita-se que alimentos com bastante aminoácido lisina, como carne vermelha, peixe, frango, leite e derivados, ovos, batata e soja, previnem a herpes. Casos graves podem contar com suplementação do aminoácido.

 

Nota: na literatura médica alguns vocábulos podem trazer confusão para o leitor. Vamos esclarecer algo a respeito.

 

HERPES-ZÓSTER

O Herpes-zóster (ou Zolster, Zoster) ou zona, também popularmente chamado de cobrão ou cobreiro, é uma virose provocada por uma variante do herpes vírus (que também causa a varicela)[ou catapora], de incidência rara e que provoca afecções na pele, de maior ou menor gravidade, em geral atingindo pessoas com baixa defesa imunológica, como idosos, pessoas que passaram por uma fase de estresse ou pacientes com SIDA (AIDS).

 

Etiologia

O vírus da varicela-zóster normalmente permanece dormente, apesar de debelado do organismo, no interior de alguns gânglios do sistema nervoso (especialmente o semi-lunar, da base do crânio, ou nos próximos à medula espinal (cadeia para-vertebral)- podendo, no entanto, ocorrer noutros gânglios). O sistema imunológico mantém o vírus sob controle, mas quando estas defesas naturais encontram-se debilitadas ocorre a deflagração da doença.

Estima-se que cerca de 20% das pessoas possam desenvolver esta modalidade da doença.

 

Sintomatologia

Ao contrário da catapora, caracterizada pelo surgimento de vesículas (bolhas) em todo o corpo, no Herpes-zóster estas lesões aparecem, em geral, somente no segmento de pele inervado pelo ramo nervoso acometido pelo vírus e em apenas um dos lados do corpo - "cobreando-se", ou seja, ziguezagueando, daí a origem do nome popular "cobreiro" para este mal.

 

No herpes-zóster as pequenas vesículas que se formam na pele acompanham o trajeto das raízes nervosas (imagem acima) numa faixa que pega sempre um lado só do corpo.

Causada pelo vírus da catapora, a enfermidade fez a fama de muitos benzedores que passavam um traço dividindo o corpo da pessoa infectada em duas metades e preconizavam – “Daqui não vai passar”.  E nunca passava mesmo, porque a doença afetava apenas o nervo que vinha pelo lado direito, por exemplo. Do lado oposto, o nervo era outro, vinha da esquerda e não estava comprometido.

O primeiro sintoma é a sensação de dor no local, depois ocorre a eclosão das bolhas, deixando a pele avermelhada, além de indisposição. O paciente pode sentir desde uma dor muito forte no local e até mesmo pontadas e coceira.

A dor pode durar meses ou até anos em pacientes que venham a ter mais idade, mas é mais habitual durar entre 3 a 5 semanas.

Geralmente este tipo de herpes ocorre em pacientes com mais de 50 anos e em pessoas mais debilitadas.

 

Veja uma entrevista que o pesquisador Ésper Kallás (médico infectologista, professor da Universidade Federal de São Paulo. Pertence ao corpo clínico do Hospital do Servidor Público de São Paulo e do Hospital Sírio-Libanês) concedeu ao Dr. Dráuzio Varela.

 

Drauzio Qual é o agente etiológico, isto é, o germe responsável pela doença herpes-zóster?

Ésper Kallás – O agente causador do herpes-zóster é um vírus chamado Varicela-zoster e que não deve ser confundido com o vírus do herpes simples que causa lesões na boca e nos genitais.

O Varicela-zoster é o agente de duas doenças: da catapora e do herpes-zoster.

A catapora ou varicela é transmitida de pessoa para pessoa, acomete principalmente crianças em idade escolar e provoca lesões no corpo todo, braços, pernas, rosto, tronco e, às vezes, até dentro da boca . São lesões em forma de vesícula, isto é, pequenas bolhas cheias de líquido, cercadas por uma área avermelhada característica de inflamação.

Depois, essas bolinhas d’água criam cascas chamadas crostas que secam e caem, deixando uma pequena cicatriz que desaparece com o tempo. 

 

Na esmagadora maioria dos casos, a doença evolui para cura espontânea. Embora seja incomum, a varicela pode ocorrer em pessoas de mais idade, como é o caso da senhora que aparece na imagem acima.

Veja como pode aparecer a manifestação da catapora no adulto:




O herpes-zóster é outro tipo de doença causada pelo mesmo vírus que fica incubado num nervo depois que provocou catapora. Cerca de 20% das pessoas podem ter herpes-zóster em algum momento da vida.

 

Drauzio – Quer dizer que o vírus da varicela, que persiste por anos, pode reaparecer sob nova apresentação? 

Ésper Kallás – Embora seja causado pelo mesmo vírus que a varicela, o herpes-zóster não é transmitido de pessoa para pessoa. O vírus fica incubado no nervo e, por alguma razão que não conhecemos ainda, caminha por ele e provoca lesões parecidas com as da catapora. 

O herpes-zóster pode causar lesões discretas ou mais numerosas. Nesse caso, as bolhas se misturam umas com as outras formando o que se chama de confluência.

 

Drauzio – Como seguem a raiz nervosa, essas lesões podem aparecer em qualquer lugar do corpo, mas sempre em apenas um dos lados…


Ésper Kallás – Uma das principais características do herpes-zóster ou cobreiro, que serve com diferencial para a catapora, é que a lesão não ultrapassa a metade do corpo, ou seja, a linha média que divide o corpo em duas partes: o lado direito e a lado esquerdo.

 

Drauzio – Quando o herpes-zóster acomete a face, quais as características mais importantes e as complicações mais frequentes?

Herpes9Ésper Kallás – O herpes-zóster pode caminhar pelo nervo que vai para a face. Em regiões como o tórax ou a perna, a conduta seria esperar que as feridas desaparecessem depois de sete dias. Na face, a situação é diferente. Ele pode acometer os nervos que vão para o olho a causar ceratite, uma inflamação da córnea (membrana transparente que recobre o olho), o que pode causar problemas de visão. Herpes-zóster na região da face, além do tratamento convencional, requer cuidados especiais também do oftalmologista.

 

 

   

 

SINTOMAS E TRANSMISSÃO DA DOENÇA

Drauzio – Quais são os principais sintomas do herpes-zóster?

Ésper Kallás – Os primeiros sintomas são um pouco de formigamento e dor no lugar onde vão aparecer as lesões e, em alguns casos, febre baixa no primeiro dia. Depois, começa a aparecer vermelhidão no local afetado e só então eclodem as bolinhas com água, ou seja, as vesículas contendo o vírus.

 

Drauzio – Quantos dias leva entre o aparecimento das primeiras alterações de sensibilidade e o aparecimento das lesões?

Ésoer KallásDe um a dois dias. Uma vez instaladas as lesões, se a pessoa gozar de boa saúde, em sete dias mais ou menos todas terão criado crosta e a doença praticamente terá chegado ao fim.

Como no herpes-zóster a lesão é localizada, não há transmissão respiratória, mas a doença pode ser transmitida através do contato, porque o vírus está ativo dentro das lesões vesiculares. Portanto, quem tem criança vivendo na mesma casa não precisa ter medo de transmitir o vírus apenas por conviver no mesmo ambiente com a pessoa infectada.

 

Drauzio – Quer dizer que o vírus incubado corre por dentro do nervo, chega até a pele e está presente nas vesículas que se formaram?

Ésper Kallás – Está presente. Aliás, essa capacidade de correr pelo nervo pode causar inflamação intensa e dor muito forte nesse local. Essa é outra característica do herpes-zóster.

 

Drauzio – Que cuidados a pessoa com lesões herpéticas deve tomar em relação aos contatuantes?

Ésper Kallás - O mais importante é tomar cuidado com a manipulação da ferida. A pessoa deve lavar as mãos com água e sabão antes e depois de lidar com a lesão e, se por acaso notar que as bolinhas estão estourando, deve cobrir a região para não deixar que o líquido contendo vírus vaze, o que facilitaria a contaminação de outras pessoas.

 

Drauzio – Nesse caso, separar toalhas e objetos pessoais que entram em contato com a lesão é muito importante.

Ésper Kallás - É importante. Além disso, outra medida que se aconselha é usar substâncias como água boricada ou permanganato de potássio para impedir que bactérias se alojem sobre as bolinhas e causem infecção.

 

NEVRALGIA

Drauzio – Fale sobre a dor no herpes-zóster.

Ésper Kallás – Como o herpes-zóster caminha por um nervo responsável pelas sensações da região onde se situa, sua inflamação pode provocar uma dor intensa chamada nevralgia exatamente no local em que a lesão apareceu.

Em crianças e jovens, a dor pode ser mais fraca ou até inexistente. O problema é quando ela acomete pessoas de idade mais avançada, porque a inflamação do nervo pode ser de tal magnitude que provoca uma nevralgia que persiste por muito tempo – em média mais de cem dias – e exige a prescrição de remédios potentes para tirar a dor. Há, ainda, um porcentual pequeno de pessoas que manifesta dor permanente depois da crise de herpes.

Em termos de tratamento, a primeira coisa a fazer para controlar a dor é dar remédios contra o herpes-zóster o mais cedo possível. A segunda é tratar as pessoas que apresentam nevralgia por tempo prolongado com medicamentos para esse tipo específico de dor causado pela inflamação do nervo.

 

HERPES-ZÓSTER E AIDS

Drauzio – Fale um pouquinho sobre a relação entre herpes-zóster e imunodepressão, especificamente a dos pacientes com AIDS que apresentam herpes-zóster.

Ésper Kallás – O herpes-zóster só se manifesta em aproximadamente 20% das pessoas durante a vida inteira e não sabemos exatamente por que isso acontece. Aparentemente existe equilíbrio entre o vírus que fica incubado e o sistema de defesa do organismo, o sistema imunológico. Se essa defesa baixa um pouco, o vírus tem facilitadas as condições para causar o cobreiro.

Pessoas com sistema imunológico muito rebaixado estão mais predispostas a manifestar herpes-zóster. Portadores de HIV com deficiência do sistema imunológico instalada, indivíduos com alguns tipos de câncer ou que tomam remédios imunodepressores estão mais sujeitos ao aparecimento da doença que pode ter duração prolongada e, às vezes, extrapolar a região do nervo e distribuir-se por outras áreas do corpo. Nesse caso, a doença não está mais localizada, requer cuidados redobrados e tratamento muito mais agressivo.

 

Drauzio – Os casos em que a doença se dissemina pelo corpo, embora muito graves, são raros e, para que se instalem, o sistema imunológico precisa estar muito debilitado.

Ésper Kallás – É verdade. Mas, como são graves e requerem cuidados especiais e os antivirais precisam ser ministrados por via intravenosa para se ter certeza de que a quantidade de medicamento é suficiente para conter o avanço da doença.

 

PRENÚNCIO DE OUTRAS DOENÇAS

Drauzio – Vamos pensar na pessoa normal que de repente começa a sentir uma sensação esquisita, um pouco de dor e dois dias depois vê eclodir as lesões do herpes-zóster sem que nenhuma enfermidade de base justifique esse aparecimento. Alguns médicos defendem que esses casos precisam ser investigados, porque podem ser sinal de uma infecção oportunista denunciando a presença de que alguma coisa mais grave está ocorrendo no organismo. Há justificativa científica para essa conduta?

Ésper Kallás – Por muitas décadas, a classe médica esteve preocupada com esse problema e foram feitos vários trabalhos envolvendo centenas de pessoas com herpes-zóster para verificar se sua presença era sinal de outras doenças como a deficiência imunológica ou algum tipo de câncer, por exemplo. No entanto, como todas essas pesquisas não foram capazes de estabelecer relação entre o herpes-zóster e o prenúncio de doenças mais graves, a investigação foi abandonada. Assim, pessoas com herpes-zóster não precisam ficar preocupadas com a possibilidade de estarem imunologicamente deprimidas.

 

Drauzio – Nós já mencionamos que são mais susceptíveis de apresentar herpes-zóster as pessoas com AIDS ou fazendo tratamentos que debilitam muito a imunidade.  Diabéticos também estão mais sujeitos a desenvolver a doença?

Ésper Kallás – Não. Sabe-se que a principal causa do herpes-zóster é a depressão imunológica, mas não se conseguiu estabelecer correlação entre seu aparecimento mais freqüente e outras enfermidades.

 

USO DE ANTIVIRAIS

 

Drauzio – Hoje, existem antivirais potentes para o tratamento do herpes-zóster. Quando devem ser prescritos?

 

Ésper Kallás – O herpes-zóster tem uma história de resolução natural. Mesmo que nada seja feito, provavelmente em sete dias a pessoa estará curada. A grande vantagem do tratamento precoce está em diminuir a possibilidade de instalação da nevralgia, da dor intensa, especialmente nas pessoas acima de 40 anos.

Portanto, assim que se nota o aparecimento das primeiras vesículas, o indicado é introduzir a medicação, na maior parte das vezes por via oral. Hoje, existem vários medicamentos diferentes que cumprem essa função. O primeiro a aparecer foi o aciclovir que pode ser tomado na forma de comprimidos. O único inconveniente desse remédio é que precisa ser tomado de quatro em quatro horas, enquanto outros antivirais podem ser tomados duas ou três vezes por dia apenas. Isso facilita a adesão ao tratamento que deve ser mantido pelo período curto de cinco dias.

 

Drauzio – Alguns casos exigem tratamento mais prolongado?

Ésper Kallás – Exigem tratamento um pouco mais prolongado as pessoas com sistema imunológico muito debilitado ou com herpes-zóster mais agressivo e persistente.

 

Drauzio – Você disse que os primeiros sintomas são formigamento e dor. Depois aparecem as vesículas com líquido em seu interior, que criam uma crosta e caem encerrando o episódio de herpes –zóster. Você disse também que o tratamento deve ser instituído o mais rapidamente possível. Há momentos em que não adianta mais tratar?

Ésper Kallás – Quando as vesículas já criaram casquinhas, ou crostas, é sinal de que o vírus não está mais lá e que o sistema de defesa deu conta de debelar a infecção. Nesse caso, não vale mais a pena tratar, porque já se perdeu a oportunidade de aproveitar os benefícios do uso do antiviral.

 

Drauzio – Depois que as crostas se formaram, o vírus saiu da pele, mas não desapareceu do organismo. Ele volta para dentro da raiz nervosa e as células imunocompetentes, os anticorpos, não conseguem atingi-lo. Isso indica que o herpes-zóster pode recidivar?

Ésper Kallás – Pode, mas é muito incomum. As recidivas só ocorrem em aproximadamente 4% das pessoas que gozam de boas condições de saúde. Portanto, quem já teve um episódio de herpes-zóster dificilmente terá outro.

 

VACINAS

Drauzio – Existe vacina contra o vírus Varicela-zóster?

Ésper KallásExiste uma vacina contra esse vírus, mas só tem eficácia comprovada na prevenção da catapora em crianças. Ministrada em dose única a partir de um ano de idade, garante de 90% a 100% de proteção, segundo todos os estudos realizados. No Brasil, infelizmente, ela ainda não consta do sistema gratuito de vacinação.

 

Drauzio – Mas especificamente contra o herpes-zóster existe vacina?

Ésper Kallás – Vacina específica contra herpes ainda não existe, mas é possível que a vacina contra a catapora também previna episódios de herpes-zóster. No entanto, essa hipótese demanda tempo para ser comprovada, uma vez que a vacina é relativamente recente.

 

Drauzio – Vale à pena vacinar contra catapora pessoas que vão fazer tratamento agressivo contra o câncer ou transplante de órgãos?

Ésper Kallás – O primeiro passo é saber se a pessoa teve ou não varicela ou catapora. Se teve, não adianta vacinar, porque já entrou em contato com o vírus. Caso contrário, vale a pena fazer a vacina.

A vacinação também é indicada para crianças com certos tipos de leucemia e de linfomas e que não entraram na faixa etária de maior exposição ao vírus Varicela zoster. Para as pessoas de mais idade, como o vírus é muito comum e facilmente transmissível, a maioria já entrou em contato com ele e a vacina contra catapora não trará benefício algum.

 

USO DE ANTIVIRAIS

Drauzio – Hoje, existem antivirais potentes para o tratamento do herpes-zóster. Quando devem ser prescritos?

Ésper Kallás – O herpes-zóster tem uma história de resolução natural. Mesmo que nada seja feito, provavelmente em sete dias a pessoa estará curada. A grande vantagem do tratamento precoce está em diminuir a possibilidade de instalação da nevralgia, da dor intensa, especialmente nas pessoas acima de 40 anos.

Portanto, assim que se nota o aparecimento das primeiras vesículas, o indicado é introduzir a medicação, na maior parte das vezes por via oral. Hoje, existem vários medicamentos diferentes que cumprem essa função. O primeiro a aparecer foi o aciclovir que pode ser tomado na forma de comprimidos. O único inconveniente desse remédio é que precisa ser tomado de quatro em quatro horas, enquanto outros antivirais podem ser tomados duas ou três vezes por dia apenas. Isso facilita a adesão ao tratamento que deve ser mantido pelo período curto de cinco dias.

 

Drauzio – Alguns casos exigem tratamento mais prolongado?

Ésper Kallás – Exigem tratamento um pouco mais prolongado as pessoas com sistema imunológico muito debilitado ou com herpes-zóster mais agressivo e persistente.

 

Drauzio – Você disse que os primeiros sintomas são formigamento e dor. Depois aparecem as vesículas com líquido em seu interior, que criam uma crosta e caem encerrando o episódio de herpes –zóster. Você disse também que o tratamento deve ser instituído o mais rapidamente possível. Há momentos em que não adianta mais tratar?

Ésper Kallás – Quando as vesículas já criaram casquinhas, ou crostas, é sinal de que o vírus não está mais lá e que o sistema de defesa deu conta de debelar a infecção. Nesse caso, não vale mais a pena tratar, porque já se perdeu a oportunidade de aproveitar os benefícios do uso do antiviral.

 

Drauzio – Depois que as crostas se formaram, o vírus saiu da pele, mas não desapareceu do organismo. Ele volta para dentro da raiz nervosa e as células imunocompetentes, os anticorpos, não conseguem atingi-lo. Isso indica que o herpes-zóster pode recidivar?

Ésper Kallás – Pode, mas é muito incomum. As recidivas só ocorrem em aproximadamente 4% das pessoas que gozam de boas condições de saúde. Portanto, quem já teve um episódio de herpes-zóster dificilmente terá outro.

 

Afinal, o que são vírus?

aula 01




Aula 02




Vírus (do latim virus, "veneno" ou "toxina") são pequenos agentes infecciosos (de 20 a 300 nm de diâmetro) que apresentam genoma (em biotecnologia, o genoma é toda a informação hereditária de um organismo) constituído de uma ou várias moléculas de ácido nucléico (ácido desoxirribonucleico - DNA ou ácido ribonucleico - RNA), as quais possuem a forma de fita simples (RNA) ou dupla (DNA). Os ácidos nucléicos dos vírus geralmente apresentam-se revestidos por um envoltório protéico formado por uma ou várias proteínas, o qual pode ainda ser revestido por um complexo envelope formado por uma bicamada lipídica.

 

As partículas virais são estruturas extremamente pequenas, submicroscópicas.  A maioria dos vírus apresenta tamanhos diminutos, que estão além dos limites de resolução dos microscópios ópticos, sendo sua visualização possível somente através microscópios eletrônicos.

Vírus são estruturas simples, se comparados a células, e, por vezes, não são considerados organismos, pois não possuem organelas (como, por exemplo, ribossomos presentes em todas as células) e não apresentam todo o potencial bioquímico (enzimas) necessário à produção de sua própria energia metabólica.

Além disso, diferentemente dos demais organismos vivos, os vírus são incapazes de crescer em tamanho e de se dividir.

É somente a partir das células hospedeiras (da quais dependem para se multiplicarem)  que conseguem obter aminoácidos e nucleotídeos; maquinaria de síntese de proteínas (ribossomos) e energia metabólica (ATP) – por isso são considerados parasitas obrigatórios.

Fora do ambiente intracelular os vírus são inertes. Porém, uma vez dentro da célula, a capacidade de replicação (multiplicação) dos vírus é surpreendente: um único vírus é capaz de gerar, em poucas horas, milhares de novos vírus. Os vírus são capazes de infectar todos os seres vivos. Desta maneira, os vírus representam a maior diversidade biológica do planeta, sendo mais diversos que bactérias, plantas, fungos e animais juntos.

Ao contrário das células, que apresentam genoma constituído por DNA e RNA, os vírus possuem DNA ou RNA como material genético, e todos os vírus possuem apenas um ou outro e nunca os dois ácidos nucleicos ao mesmo tempo.

 

Estrutura viral

Dentre os vários grupos de vírus existentes, não existe um padrão único de estrutura viral. A estrutura mais simples apresentada por um vírus consiste de uma molécula de ácido nucléico coberta por muitas moléculas de proteínas idênticas. Os vírus mais complexos podem conter várias moléculas de ácido nucléico assim como diversas proteínas associadas, envoltório protéico com formato definido, além de complexo envelope externo com espículas. A maioria dos vírus apresenta conformação helicoidal ou isométrica. Dentre os vírus isométricos, o formato mais comum é o de simetria icosaédrica.

 

Os vírus podem ainda ser divididos em duas grandes categorias: 1. Os que parasitam células procariontes (sem núcleo individualizado, definido – o material genético encontra-se disperso pelo citoplasma) chamado de bacteriófagos ou simplesmente fagos. 2. Os que parasitam as células eucariontes (núcleo e outras organelas definidos por membrana).

Os vírus, como vimos, possuem tamanho de 20 a 300 nm (10 a 100 vezes menores que as bactérias). 

Partícula viral

Os vírus são formados por um agregado de moléculas mantidas unidas por forças secundárias (intermoleculares), formando uma estrutura denominada partícula viral. Uma partícula viral completa é denominada vírion. Este é constituído por diversos componentes estruturais a saber:

1. Ácido nucléico: molécula de DNA ou RNA que constitui o genoma viral.

2. Capsídeo: É o envoltório protéico que envolve o material genético dos vírus. É, portanto, o material envoltório dos vírus, um invólucro protetor constituído de proteínas, que protege e facilita sua proliferação, e além de proteger o ácido nucléico (DNA ou RNA, mas nunca os dois como nos demais seres), tem a capacidade de combinar-se quimicamente com substâncias presentes na superfície celular. O capsídeo é formado por unidades protéicas que envolvem o ácido nucléico denominadas de capsômeros que nada mais são que subunidades protéicas (monômeros) que agregadas constituem o capsídeo.

3.  Nucleocapsídeo: estrutura formada pelo capsídeo associado ao ácido nucléico que ele engloba (Os capsídeos formados pelos ácidos nucleicos são englobados a partir de enzimas).

4. Envelope (ou cápsula viral) é o envelope ou cápsula, externa ao capsídeo. Sua composição baseia-se, principalmente, de glicoproteínas e fosfolipídeos, sendo estes derivados de estruturas da célula hospedeira, como membrana plasmática e organelas. É a membrana que envolve a partícula viral externamente. Deriva de estruturas celulares, como membrana plasmática e organelas.

6. Herpes13Peplômeros (espículas): são estruturas proeminentes, geralmente constituídas de glicoproteínas e lipídios, as quais são encontradas expostas na superfície do envelope viral das partículas virais de certos vírus. São  estruturas proeminentes encontradas ancoradas ao envelope, expostas na superfície.



 

VÍRUS HERPES SIMPLES (HSV) 1 E 2.

 

HSV são dois vírus da família dos Herpesvírus [Herpes simplex vírus 1 (HSV-1) - Herpes simplex vírus 2 (HSV-2)], com genoma de DNA bicatenar (dupla hélice) que se multiplicam no núcleo da célula-hóspede, produzindo cerca de 90 proteínas víricas em grandes quantidades.

Têm nucleocapsídeo de simetria icosaédrica e envelope bilipídico



Têm a propriedade de infectar alguns tipos de células de forma lítica (destrutiva) e outras de forma latente (hibernante). Os HSV1 e 2 são líticos nas células epiteliais e nos fibroblastos, e latentes nos neurônios, donde são reativados em alturas de fragilidade do indivíduo, como estresse, febre, irradiação solar excessiva, trauma ou terapia com glucocorticóides (corticosteróides).

A produção de proteínas víricas pelas células tomadas pelo vírus tem três fases: na primeira, produzem-se as proteínas envolvidas na replicação do seu genoma e essa replicação ocorre; na segunda, há produção de proteínas reguladoras víricas que regulam o metabolismo da célula para maximizar o número de vírions produzíveis; e na terceira, há produção das proteínas do nucleocapsídeo e construção das novas unidades virais, após o qual a célula é destruída pela grande quantidade de vírus que é fabricada.

Os HSV1 e HSV2 são muito semelhantes, mas apresentam algumas diferenças significativas. O HSV1 tem características que o levam a ser particularmente infeccioso e virulento para as células da mucosa oral. O HSV2 tem características de maior virulência e infecciosidade para a mucosa genital. No entanto, o HSV1 também pode causar herpes genital e o HSV2, herpes bucal.

 

AFINAL, SÃO OS VIRUS SERES VIVOS OU NÃO?

A vida, em sua definição biológica, é considerada um complexo e dinâmico estado de interações bioquímicas e biofísicas. Sob esta perspectiva, são citadas duas propriedades básicas de sistemas vivos:

(a) são capazes de produzir e utilizar energia química para a síntese de macromoléculas por meio de uma variedade de proteínas, sendo a maior parte delas enzimas, as quais de maneira coordenada atuam nestes processos biossintéticos;

(b) possuem ácido nucléico que carrega em sua estrutura os mecanismos essenciais à codificação e decodificação das informações necessárias para a produção das macromoléculas citadas anteriormente.

Há grande debate na comunidade científica sobre se os vírus devem ser considerados seres vivos ou não, e esse debate é primariamente um resultado de diferentes percepções sobre o que vem a ser vida, em outras palavras, a definição de vida.

Aqueles que defendem a idéia que os vírus não são vivos argumentam que organismos vivos devem possuir características como a habilidade de importar nutrientes e energia do ambiente, devem ter metabolismo (um conjunto de reações químicas altamente inter-relacionadas através das quais os seres vivos constroem e mantêm seus corpos, crescem e performam inúmeras outras tarefas, como locomoção, reprodução); organismos vivos também fazem parte de uma linhagem contínua, sendo necessariamente originados de seres semelhantes e, através da reprodução, gerar outros seres semelhantes (descendência ou prole), etc.

Os vírus preenchem alguns desses critérios: são parte de linhagens contínuas, reproduzem-se e evoluem em resposta ao ambiente, através de variabilidade e seleção, como qualquer ser vivo. Vírus não são cultiváveis in vitro, ou seja, não se desenvolvem em meio de cultura contendo os nutrientes fundamentais à vida. Estes se multiplicam somente em tecidos ou células vivas, logo, os vírus não têm qualquer atividade metabólica quando fora da célula hospedeira. Portanto, sem as células nas quais se replicam os vírus não existiriam.

Outro aspecto que distingue vírus e organismos vivos baseia-se no fato dos vírus possuírem consideráveis quantidades de apenas um tipo de ácido nucléico, DNA ou RNA, enquanto todos os organismos vivos necessitam de quantidades substanciais de ambos. Por estes motivos, os vírus são considerados "agentes infecciosos", ao invés de seres vivos propriamente ditos.
Muitos, porém, não concordam com esta perspectiva, e argumentam que uma vez que os vírus são capazes de reproduzir-se, são organismos vivos; eles dependem do maquinário metabólico da célula hospedeira, mas até aí todos os seres vivos dependem de interações com outros seres vivos.

 Assim como plasmídeos e outros elementos genéticos, os vírus se aproveitam da maquinaria celular para se multiplicar. No entanto, diferentemente destes elementos genéticos, os vírus possuem uma forma extracelular por meio da qual o material genético viral é transmitido de um hospedeiro a outro. Em função da existência deste estágio independente das células no ciclo biológico viral, algumas pessoas consideram os vírus como "organismos vivos" ou "formas de vida".

Outros ainda levam em consideração a presença massiva de vírus em todos os reinos do mundo natural, sua origem — aparentemente tão antiga como a própria vida —, sua importância na história natural de todos os outros organismos, etc. Conforme já mencionado, diferentes conceitos a respeito do que vem a ser vida formam o cerne dessa discussão.

 

 

 

 

 

 

 

 

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