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LINGUAGEM MÉDICA

Nesta página vamos desenvolver a aplicação das formações das palavras para que o leitor possa se tornar mais familiarizado com a terminologia científica. Esta aproximação do assunto ajudará na compreensão dos assuntos que se seguirão. Esta abordagem poderá ser útil pra profissionais da saúde, professores de português bem como para o público em geral. Poderá também ser usado como material de consulta quando (e se) palavras  constantes nos textos seguintes  assim o exigirem. 

FUNDAMENTOS DA TERMINOLOGIA MÉDICA

Todo ramo do saber humano, toda ciência, necessita criar sua própria terminologia, adequada às suas necessidades de comunicação e expressão. A medicina, como uma das mais antigas atividades do homem, desenvolveu uma linguagem que, ao leigo, se afigura hermética e de difícil entendimento. Do mesmo modo, o estudante de medicina se assusta de início com tantas palavras novas que deve aprender e cujo significado tem dificuldade de memorizar.
      Para facilitar o aprendizado da terminologia médica são úteis algumas noções sobre formação de palavras.
      Inicialmente é necessário ressaltar que os termos médicos são regularmente formados a partir de radicais, prefixos e sufixos gregos e latinos, com os seguintes objetivos:

1. Simplificação da linguagem.
        2. Precisão do significado das palavras
        3. Intercâmbio científico entre as nações com diferentes idiomas de cultura.

O uso de radicais gregos e latinos, comuns a vários termos, permite expressar em poucas palavras fatos e conceitos que, de outro modo, demandariam locuções e frases extensas. Cada termo médico, tal como ocorre em outras áreas do conhecimento humano, caracteriza um objeto, indica uma ação ou representa a síntese de uma idéia ou de um fenômeno, a definição de um processo, contendo em si, muitas vezes, verdadeira holofrase, cujo sentido está implícito na própria palavra.
        Quando nos referimos, por exemplo, à colecistectomia laparoscópica enunciamos em duas palavras um procedimento complexo que, em linguagem descritiva seria: "operação para retirada da vesícula biliar por um processo que não necessita abrir a parede abdominal e que utiliza um equipamento de videolaparoscopia". Se quiséssemos explicar em que consiste o equipamento teríamos de escrever outro parágrafo ainda mais extenso.
        Vejamos outro exemplo: O mielograma acusou pancitopenia. Equivale a dizer "que o exame da medula óssea mostrou diminuição de todos os tipos de células normalmente ali encontradas e que dão origem aos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas do sangue".
        Choque hipovolêmico expressa a condição clínica caracterizada, em linguagem comum por "queda acentuada da pressão arterial por diminuição do volume de sangue circulante". E assim por diante.
        O segundo objetivo consiste na precisão da linguagem. Cada termo empregado deve ter um único significado, uma definição própria aceita pela comunidade científica, ao contrário da linguagem literária ou coloquial em que as palavras podem ter acepções diversas, na dependência do seu contexto na frase.
        O terceiro objetivo da terminologia médica é a sua internacionalização, facilitando o intercâmbio de informações entre os diferentes países. Isto se torna possível pela utilização de termos que são comuns a todas as línguas de cultura, adaptáveis morfologicamente a cada uma delas.
        Vejamos apenas um exemplo: O termo esplenomegalia significa "baço aumentado de tamanho". A palavra  compõe-se das raízes gregas splén, baço + megalo, grande + sufixo ia. O termo é universal, comum a todos os idiomas.
        Aceita a palavra grega splén na terminologia médica internacional, todos os termos relativos ao baço serão formados com o mesmo radical nos vários idiomas. Se tivéssemos que utilizar a palavra baço fora da terminologia médica, teríamos spleen, em inglês; mitz, em alemão; rate, em francês; milza, em italiano; bazo, em espanhol e baço, em português, o que dificultaria enormemente a comunicação.
        O número de termos novos com os quais o médico deve familiarizar-se é relativamente grande - cerca de 13.000 - número superior ao vocabulário habitualmente usado em qualquer idioma. Basta dizer que em toda a obra literária de Machado de Assis foram utilizados não mais que 12.000 diferentes vocábulos
.
        Seria extremamente difícil memorizar tantas palavras, não fosse o fato de que a maioria dos termos científicos usados em medicina foram criados utilizando-se de raízes gregas e latinas, que entram com o mesmo significado na formação de múltiplas palavras, e que podem ser facilmente identificadas. São relativamente poucos os termos médicos oriundos de outras línguas ou formados de elementos vernáculos. Assim, para a compreensão e mais fácil assimilação da terminologia médica, é indispensável um mínimo de conhecimento sobre a origem e formação de termos médicos a partir do grego e do latim.

FORMAÇÃO DE NOVAS PALAVRAS

As gramáticas ensinam que os principais processos de formação de novas palavras são a derivação e a composição.
        A derivação pode ser prefixal, sufixal, parassintética e regressiva.
        A composição se faz por justaposição e aglutinação.

a) Derivação

Na derivação prefixal utilizam-se, na grande maioria das vezes, prefixos gregos e latinos. Para muitos lingüistas a prefixação é, na verdade, uma forma de composição e não de derivação.
        Na derivação sufixal, também chamada progressiva, utilizam-se sufixos nominais na formação de substantivos e adjetivos, e sufixos verbais na formação de verbos. Há ainda em português um sufixo adverbial
¾ mente ¾
usado na formação de advérbios.
        A derivação parassintética consiste na utilização simultânea, na mesma palavra, de um prefixo e de um sufixo.
        A derivação regressiva busca encontrar a palavra primitiva a partir da derivada.

b) Composição

Na composição por justaposição duas palavras se unem, com ou sem hífen, sem que nenhuma delas sofra qualquer modificação.
        Na aglutinação ocorre modificação em uma delas ou em ambas.

RAIZ, RADICAL, TEMA, PREFIXO, SUFIXO E DESINÊNCIA

Chama-se raiz o elemento nuclear, primitivo e irredutível da palavra, que exprime a idéia central.
        Chama-se radical a parte da palavra desprovida do sufixo. Pode ser a própria raiz ou esta acrescida de outro elemento, caso em que também é chamada de tema. Alguns gramáticos consideram radical e tema como sinônimos.
        Prefixos são elementos ou partículas que se antepõem ao radical, modificando o sentido da palavra. Originam-se, em sua maioria, de preposições ou advérbios.
        Sufixos são elementos ou partículas que se pospõem ao radical, para formação de derivados da mesma palavra. Os sufixos podem ser nominais (substantivos e adjetivos) e verbais.
        Desinência vem a ser o elemento final da palavra, indicativa da flexão nominal (gênero, número e grau) ou verbal (modo, tempo, número, pessoa e voz).

DECLINAÇÃO

Uma noção lingüística importante, que deve ser conhecida para melhor entendimento da maioria dos termos médicos, é o da declinação.
        Tanto o grego como o latim possuem declinações, ou seja, um sistema de flexões casuais dos nomes, que permite reconhecer a função da palavra na oração por sua terminação.
        Há três declinações em grego e cinco em latim, conforme o tema. A declinação se dá no singular e no plural e abrange cinco casos em grego e seis em latim. Os casos em grego são: nominativo, genitivo, dativo, acusativo e vocativo. Em latim há um caso a mais, o ablativo.
        O nominativo corresponde ao sujeito da oração; o genitivo ao adjunto adnominal; o acusativo ao objeto direto; o dativo ao objeto indireto; o ablativo aos adjuntos adverbiais, e o vocativo expressa um apelo ao sujeito. O ablativo em grego é substituído pelo genitivo ou pelo dativo.
        As línguas sem declinação, como a portuguesa, valem-se de preposições para substituir as flexões casuais. Em português usa-se a preposição de para o genitivo; a ou para no dativo, e por em lugar do ablativo. O nominativo e o acusativo, ou seja, o sujeito e o objeto direto são identificados por sua colocação na frase, sem necessidade de preposição.
        Os termos médicos oriundos do grego são formados em sua maioria a partir do genitivo e do nominativo, enquanto os termos derivados do latim, utilizam de preferência o acusativo. 
        Na notação escrita é usual mencionar o nominativo seguido do genitivo, que identifica a declinação a que pertence a palavra. O genitivo tanto pode ser indicado por extenso, como, o que é mais usual, de modo abreviado apenas pela desinência. Exemplos:

Em grego

1. genitivo por extenso:                                               2. genitivo indicado apenas pela desinência
            kheir, kheirós - mão                                                   dérmo, atos - pele
            rhis, rhinós - nariz                                                      haîma, atos - sangue
            thrix, thrichós - cabelo                                              nephrós, oû - ri
            poús, podós - pé                                                        thórax, akos - tórax

Em latim:

1. genitivo por extenso:                                                 2. genitivo indicado apenas pela desinência:
            cor, cordis - coração                                                   manus, us - mão
            os, oris - boca                                                             nasus, i - nariz
            os, ossis - osso                                                            sanguis, inis - sangue
            pes, pedis - pé                                                             vena, ae - veia
 

FORMAÇÃO DE TERMOS MÉDICOS

Os termos médicos, em sua grande maioria, são formados a partir de radicais, prefixos e sufixos gregos e latinos. Em menor número provêm de elementos vernáculos ou procedentes de outros idiomas.
        As palavras formadas com elementos de mais de um idioma são chamadas híbridas. O hibridismo deve ser evitado, sempre que possível.

Prefixação e sufixação.

Principais prefixos gregos de interesse médico:

a, an - privação: acloridria, afasia, anaeróbio, analgésico
        an, ana - para cima, para trás: anionte, anaplasia
        ana - de novo: anamnese, anastomose
        anti - contra: antiemético, antídoto, antissepsia
        apo - separação, derivação: apócrino apófise, aponeurose
        dia - através de: diagnóstico, diafragma, diarréia, diáfise, diálise
        dis - dificuldade: disfagia, dispnéia, dislalia, distrofia, disúria
        ecto - fora de, exterior: ectoderma, ectópico, ectoparasito
        endo - dentro, parte interna: endocárdio, endógeno, endotélio
        epi - sobre: epiderme, epidemia, epífise, epidídimo
        eu - bem, bom: euforia, eugenia, eutanásia
        exo - para fora, externo: exoftalmia, exosmose, exógeno
        hemi - metade: hemisfério, hemiplegia, hemicrania, hemicolectomia
        hiper - aumento, excesso: hipertrofia, hipertonia, hiperglicemia.
        hipo - diminuição ou posição abaixo: hipocloridria, hipocôndrio
        iso - igualdade: isotérmico, isogênico, isótopo, isotônico
        meta - mudança, sucessão: metamorfose, metafase, metacarpo
        neo - novo: neoplasia, neoformação, neologismo
        oligo - pouco: oligospermia, oligúria, oligofrênico
        orto - reto, direito: ortognata, ortopedia, ortodontia
        pan - todo: pancardite, pangastrite, pandemia, pan-hipopituitarismo
        pen - escassez, pobreza: citopenia, leucopenia, linfopenia
        para - proximidade: parasito, paratiróide, paramétrio, paranormal
        peri - em torno de: periarticular, periférico, peritônio, pericárdio
        poli – muito: policitema, polidipsia, polimenorréia, poliúria
        pro - anterioridade: prognóstico, proglote
        sin - idéia de conjunto, simultâneo: síndrome, sincrônico, sincício.

Principais prefixos latinos de interesse médico:

ab, abs - separação, afastamento: abscesso, abstêmio
        ad - aproximação, adição: adsorção, adstringente
        ante - anterioridade, para frente: antebraço, anteflexão
        co, con - companhia: co-autor, congênere
        contra - oposição: contraceptivo, contralateral
        de, des - sentido contrário, separação: desinfecção, degeneração, desnervação, dessensibilização
        en - introdução, mudança de estado, revestimento: encarcerar (hérnia), envenenar, envolver
        ex - para fora: exfoliativa (citologia), exsudato
        in - introdução, para dentro: intubação, invaginação
        inter : posição intermediária, reciprocidade: intersexualidade, interação
        intro - para dentro: introversão, introspecção
        per - durante, através: peroperatório, peroral
        pós, post - depois, em seguida: pós-operatório, post mortem
        pre - antecedência, posição anterior: pré-coma, pré-frontal
        pro - para diante (não confundir com igual prefixo grego): pronação, protrusão
        re - repetição, volta, intensidade: repolarizar, refluxo, reforçar
        retro - atrás, para trás: retroperitônio, retroversão, retroalimentação
        semi – parcialmente, incompleto: semicírculo, seemicúpio, semimorto
        sobre, super, supra - posição acima, intensidade: sobrepor, supercílio,
        suprapúbico, superinfecção
        sub - posição inferior, ação incompleta: subconsciente, subagudo, subliminar
        trans - através, além: transmural, transaminase, transexual

Principais sufixos nominais gregos de interesse médico:

ase - enzima: amilase, lipase, fosfatase, transaminase
        ia - coleção, qualidade, ciência: enfermaria, assistolia, cardiologia
        ismo - doença, sistema, crença: alcoolismo, botulismo, vitalismo
        íase - doença causada por parasito ou bactéria: amebíase, hanseníase
        ite - inflamação: apendicite, gastrite, cistite, miosite
        óide - semelhante a: mastóide, esfenóide, esquizóide
        oma - tumor: mioma, carcinoma, sarcoma
        ose - doença não inflamatória, ou degenerativa: artrose, dermatose

Principais sufixos nominais latinos de interesse médico:

al < -ale - adjetivos: arterial, mental, nasal, sexual
        ança, ancia < antia - substantivos: balança, criança, ambulância
        ano < -anus - adjetivos: craniano, microbiano
        ante, ente < - vogal temática + suf. -nte: substantivos e adjetivos: acidi- ficante, calmante, expectorante, absorvente, emoliente
        ario, a< -arius - substantivos e adjetivos: protozoário, coronária, urinário
        atico <- aticum - adjetivos: pancreático, profilático, sintomático
        ção < -tione - substantivos: dissecção, hidratação, pigmentação
        dade < -tate - substantivos: enfermidade, fertilidade, insanidade
        ento, lento < -(l)entu - adjetivos: incruento, peçonhento, purulento
        eza < -itia - substantivos: fraqueza, magreza, pureza
        ivo < -ivus - adjetivos: nutritivo, regenerativo, supurativo
        ino < -inu - substantivos e adjetivos: intestino, mediastino, masculino
        io < -ivo - substantivos e adjetivos: calafrio, doentio, sadio
        mento, a < -mentu, a - substantivos: aleitamento, corrimento, medicamento
        oso < -osus - adjetivos: aquoso, infeccioso, edematoso, membranoso
        ura < -ura - substantivos: comissura, estatura, fissura, sutura

Termos médicos oriundos do grego:

Os termos médicos de origem grega podem ser divididos em dois grupos:
        1. Termos já existentes em grego clássico e que transitaram pelo latim antes de serem incorporados às línguas modernas. O latim foi a língua de comunicação científica utilizada durante muitos séculos nos países europeus. Mesmo quando o latim vulgar já não era mais falado pelo povo e havia se transformado nas línguas neolatinas, o latim clássico, erudito, continuava a ser usado nas Universidades, tanto na publicação de livros como na comunicação oral, em preleções, aulas e conferências.
        Todo o legado da medicina grega e, posteriormente, da medicina árabe, foi trasladado para o latim. Em conseqüência, os termos médicos existentes foram adaptados a esse idioma, sofrendo alterações morfológicas e prosódicas que se mantiveram nas línguas atuais.
        2. Termos formados diretamente de elementos gregos em data posterior ao abandono do latim como língua de comunicação científica, o que ocorreu progressivamente a partir do século XVIII. O acervo lexical de novos termos cresce dia a dia, em decorrência do progresso científico. Quase sempre os novos termos surgem em países desenvolvidos, onde são feitas novas descobertas, e devem ser adaptados aos idiomas de outros países, que os incorporam ao seu léxico.
        Na composição dos novos termos usam-se dois ou mais elementos da língua grega, que podem ser prefixos, temas nominais e sufixos.
        Devemos distinguir nos compostos o determinante e o determinado.
        Determinante é o elemento modificador, que restringe ou especifica o sentido do determinado.
        Determinado é o elemento mais importante, de sentido geral.
        Conforme a posição do determinante na palavra, os compostos podem ser de três tipos:
        Tipo sintético - O determinante vem em primeiro lugar. É o tipo mais comum. Ex: cardiologia, cromosoma, linfoma, mielócito, oftalmoscópio.
        Tipo analítico - O determinante vem em segundo lugar, São poucos os compostos desse tipo. Ex: filosofia, hipopótamo
        Tipo anfótero - Os elementos são de igual valor, não se distinguindo entre determinante e determinado. Ex: andrógino, hermafrodita.

Termos médicos oriundos do latim

Os termos de origem latina integrantes do vocabulário médico procedem, em sua maioria, do latim erudito. Contudo, alguns nomes, sobretudo os relativos a partes visíveis do corpo humano, são remanescentes do latim vulgar. Denomina-se latim vulgar ao latim que era falado pelo povo nas províncias romanas e que se diferenciou regionalmente, dando origem às línguas neolatinas.
        Entende-se por latim erudito a língua-padrão em que foram escritas as obras clássicas da literatura latina, manancial onde se abasteceram os eruditos de épocas posteriores.
        Muitos termos mantiveram no latim vulgar a mesma forma do latim erudito.

Termos médicos oriundos do latim vulgar

Exemplos:

Cabeça - de capitia, plural de capitium, capuz. No latim erudito caput.Gr.kephalé, ês
        Nariz - de naricae, ventas
® singular narice®plural narices®
singular nariz. Gr. rhís, rhinós.
        Boca - de bucca, bochecha. Suplantou os, oris. Gr. stóma, atos
        Orelha - de oricla, de auricula, diminutivo de auris. Gr. oûs, otós
        Dedo - de ditu, mod. de digitu. Gr. dáktylos, ou
        Joelho - de genuculu, diminutivo de genu. Gr. góny, gonatos
        Osso - de ossu. No latim erudito os, ossis. Gr. ostéon, osteu
        Fígado - de ficatum (figo). Lat. erudito: jecur. Gr. hepar, hepatós
        Calcanhar - de calcanho, do lat. erudito calcaneum, i.Gr. astrágalus, ou

Termos médicos oriundos do latim erudito. 

E
xemplos:

Radio - de radiu, vara. Gr. kerkís, ídos
        Cúbito - de cubito, cotovelo. Gr. pêkhus, eos
        Tíbia - de tibia, flauta, tubo de órgão(instrumento musical).Gr. knéme,es
        Pálpebra - de palpebra. Gr. blépharon, ou
        Intestino - substantivação do adj. intestino, do latim intestinu, interior. Gr.: énteron, ou
        Reto - de rectus (sem flexuras). Gr. proctos, oû (inclui o ânus)
        Ânus - de anus, anel
        Ovário - de ovariu, portador de ovos. Gr. oophoros, os
        Testículo - de testiculus, diminutivo de testis, testemunha. Gr. órkhis, ios
        Pênis - de penis, der. de pendere, pender. Gr. phallós, oû
        Vulva - de vulva. Gr. hystéra
        Músculo - de musculus, diminutivo de mus, rato. Gr. mys, myós
        Útero - de uterus, ventre, ou de uter, odre. Gr.: métra, as; hystéra, as; delphýs, ýos
        Veia - de vena, conduto. Gr.: phlebós, ou
        Olho - de oculu. Gr. ophtalmós, oû
        Perna - de perna. Gr. skélos, ous
        Coxa - de coxa, osso do quadril. Passou a designar o segmento femoral.Gr.merós, oû
        Fêmur - de femur, coxa. Gr. merós, oû
        Pé - de pes, pedis. Gr. poús, podós
        Mão - de manu. Gr. kheír, kheirós
        Lábio - de labiu. Gr. kheîlos, ous
        Barba - de barba. Gr. pólon
        Cabelo - de capillu. Gr. thrix, thrikhós
        Punho - de pugnu. Gr. karpós, oû
        Dente - de dente. Gr. odoús, ontos
        Língua - de lingua. Gr. glôssa, es
        Pele - de pelle. Gr. dérma, atos
        Pulmão - de pulmone. Gr. pneúmon, onos
        Coração - de cor. Gr. cardía, as
        Rim - singular de renes, órgão duplo. Gr. nephrós, oû
        Bexiga - de vesica. Gr. kýstis, eos
        Escroto - de scrotu, bolsa. Gr. orkhis, ios
        Ombro - de umero. Gr. ômos, oû

Termos oriundos do grego através do latim. 

Exemplos:

Estômago - do gr. stómakhos, pelo latim stomachu
        Cólon - do gr. kólon, pelo latim erudito colon
        Artéria - do gr. artería, pelo latim arteria
        Catéter - dogr. kathetér, pelo latim cateter
        Faringe - do gr. pháryggx, pelo latim pharynx
        Braço - do gr. brakhíon, pelo latim bracciu
        Uretra - do gr. ouréthra, pelo latim urethra
        Ureter - do gr. ouréter, pelo latim ureter
        Pâncreas - do gr. págkreas, pelo latim pancreas

Termos oriundos de traduções latinas de palavras gregas. 

E
xemplos:

Duodeno - do latim duodenum, tradução do grego dódeka-dáktylon (12 dedos) (Erasístrato).
        Jejuno - do latim jejunus, vazio, tradução do grego nêstis, jejum (Aristóteles)

Termos híbridos:

São aqueles formados com elementos de mais de um idioma. Exemplos:
        Hipertensão (hiper, gr. + tension, lat.)
        Endovenoso (endo, gr. + vena, lat. + o,,so, gr.)
        Densímetro (densi, lat. + metron, gr.)

Termos de origem incerta

São aqueles para os quais não há comprovação etimológica. Exemplos:
        Pescoço
        Bochecha
        Pestana
        bigode

Termos de origem onomatopaica

São chamadas onomatopaicas ou onomatopéicas as palavras que imitam sons naturais. Exemplo:
        Garganta - de garg (ruído de gargarejo). 

A seguir apresentaremos uma sequência de radicais, prefixos e sufixos que entram n a formação das palavras do lexico português e que poderão ajudar em muito a compreensão do significado das palvras.

Radicais, sufixos e prefixos gregos e latinos.

Radicais Gregos

Radicais

significados

Exemplos

-acro-

alto, elevado

acrobata, acrópole

-agogo

o que conduz

pedagogo, demagogo

agro-

campo

agronomia agrônomo

alges(i)-, -algia

dor , sofrimento

analgésico, nevralgia

anemo-

vento

anemógrafo, anemómetro

antropo-

ser humano

antropofagia

-arca

que comenda

heresiarca, monarca

arc-, arqueo-

antigo, velho

arcaísmo, arqueologia

-arquia

comando, governo

anarquia, tetrarquia, monarquia

aristo-

ótimo, o melhor

aristocracia, aristocrata

aritm(o)-

número

aritmética, aritmologia

arquia-

governo

monarquia, anarquia

-astenia

bebilidade

neurastenia, psicastenia

aster-

estrela

asteróide

astro-

corpo celeste

astronomia, astrodinâmica

atmo-

gás, vapor

atmosfera, atmômetro

bari-, baro-

pressão, peso

barômetro, barítono

-bata

o que anda

acrobata, nefelibata

biblio-

livro

biblioteca, bibliotecário

bio-

vida

biologia, biografia

caco-

feio, mau

cacofonia, cacoépia

cali-

belo

caligrafia, calidoscópio

cardi(o)-

coração

cardíaco, cardiograma

cefal(o), -cefalo

cabeça

acefalia, cefaléia

-ciclo

círculo

ciclometria, triciclo

cin-, cine-, cines-

movimento

cinética, cinesalgia

cito-

célula

citologia, citoplasma

cosmo-

mundo, universo

cosmovisão, macrocosmo

-cracia

poder, autoridade

gerontocracia, tecnocracia

cromo-

cor

cromogravura, cromógeno

crono-

tempo

cronômetro, cronograma

datilo-

dedo

datilografia, datiloscopia

deca-

dez

decâmetro, decalitro

dem(o)-

povo

democracia, demagogo

derm(a)-

pele

dermatologista, dermite

di-

dois

dissílabo, ditongo

-doxo

crença, opinião

ortodoxo, paradoxo

-dromo

corrida

autódromo, hipódromo

eco-

casa, habitat

ecologia, ecossistema

-edro

base, face

poliedro, pentaedro

enea-

nove

eneágono, eneassílabo

etio-, etimo-

origem

etiologia, etimologia

etno-

raça

etnografia, etinologia

-fagia

ato de comer

aerofagia, antropofagia

-fago

que como ou aquele que come

antropófago

farmaco-

medicamento

farmacologia, farmacopéia

fil(o)-, -filia

amigo, amante

filósofo, filólogo

fisio-

natureza

fisiologia, fisionomia

-fobo, -fobia

aversão, que odeia

claustrofobia, xenofobia

fon(o)-

som, voz

fonógrafo, telefone

-foro

que leva ou conduz

electróforo, fósforo

-gamia

casamento

monogamia, poligamia

gaster(o)-, gastr(o)-o

estômago

gastronomia, gastro

gêneo, gen(o)-

origem

gênese, hidrogênio

geo-

terra

geografia, geóide

-gono

ângulo

polígono, pentágono

-grafia

escrita

ortografia, caligrafia

helio-

sol

heliografia, helioscópio, heliocentrismo

hemi-

metade

hemisfério, hemisferóide

hemo-, hemato-

sangue

hemorragia, hemograma, hematócrito

hepta-

sete

heptágono, heptassílabo

hepat(o)-

fígado

hepatite, hepático

hatero-

outro, diferente

heterosexual, heterogênio

hexa-

seis

hexágono, hexâmetro

hidro-

água

hidrografia, hidrófilo

higro-

umidade

higrômetro, higrófilo

hipno-

sono

hipnose, hipnotismo

hipo-

cavalo

hipódromo, hipopótamo

hom(e)o-, homo-

semelhante

homosexual, homeopatia

ictio-

peixe

ictiófago, ictiologia

iso-

igual

isóbaro, isósceles

-latra

que cultua

alcoólatra

-latria

culto

idolatria

lito-

pedra

litografia, aerólito

-logo, -logia

estudo, discurso, tratado, ciência

ginecologia, astrologia

macro-

grande

macrocosmo, macrobiótica

-mancia

adivinhação

quiromancia, cartomancia

mani-, -mania

loucura, tendência

manicômio, cleptomania

-mano

louco, com inclinação a

bibliômano, mitômano

mega-, megalo-

grande

megalomaníaco, megalocefalia, megatério

-maquia

luta, combate

logomaquia, tauromaquia

melo-

canto

melodia, melopéia

meso-

meio

Mesopotâmia, mesóclise

-metria

medida

antropometria, cefalometria

-metro

que mede, medição

barômetro, termômetro

micro-

pequeno

microcosmo, microfone

miria-

dez mil

miriâmetro, miríade

miso-

ódio, aversão

misantropia, misossofia

mito-

fábula, palavra

mitologia, mitômano

mon(o)-

único, sozinho

monarquia, monobloco

morf(o)-

forma

zoomórfico, amorfo, morfologia

necro-

morte, cadáver

necrotério, necrofilia

neo-

novo, moderno

neologismo, neolatino

neur(o)-, nerv -

nervo

neurite, nevralgia

-nomia

lei, regra

agronomia, astronomia, autonomia

-nomo

que regula

metrônomo, autônomo

octo-

oito

octógono, octossílabo, octaedro

odont(o)-

dente

odontologia, adontalgia

oftalm(o)-

olho

oftalmologista, oftalmia

-onimo, onomato-

nome

ortônimo, sinônimo

oro-

montanha

orogenia, orografia

orto-

reto, correto, justo

ortônimo, ortodontia

oxi-

agudo, ácido

oxítona, oxidação

paleo-

antigo

paleografia, paleontologia

pan-

todos, tudo

panteísmo, pan-americano

pato-

sentimento, doença

patogenérico, patologia

pedi-, pedo-

criança

pediatria, pedologia

-péia

ato de fazer

melopéia, onomatopéia

-polis, -pole

cidade

metrópole, acrópole

-pedia

educação, correção

ortopedia

pneum(o)-

pulmão

pneumonia, pneumotórax

pole-, polis-

cidade

acrópole, Florianópolis

poli-

muito

poligamia, politécnica, polígono

-potamo

rio

Mesopotâmia, hipopótamo

psic(o)-, psiqu(e)-

alma, espírito

psicologia, psiquiatria

-ptero

asa

díptero, hicóptero

quilo-

mil

quilograma, quilocaloria

quiro-

mão

quiromancia

rin(o)-

nariz

rinite, rinoceronte

rizo-

raíz

rizotônico, rizólise, rizófago

-scopia

ato de ver

macroscopia, microscopia

-scopio

o que faz ver

telescópio, microscópio

sider-, sidero-

ferro, aço

siderurgia, siderografia

sismo-

terremoto

sísmico, sismógrafo

-sofia

sabedoria

filosofia, teosofia

soma-, -somo, somato-

corpo, matéria

cromossomo, somatologia

-stico

verso

dístico, monóstico

tanato-

morte

eutanásia, tanatofobia

-teca

lugar onde se guarda

filmoteca, discoteca,

taqui-

rápido

taquigrafia, taquicardia

tecno-

arte, ofício

tecnologia, tecnocracia

tele-

ao longe, distância

telefone, telescópio

teo-

deus, divindade

teocentrismo, teologia, teocracia

-terapia

cura

fisioterapia, hidroterapia

term-, termo-

calor, temperatura

termômetro, termostato, térmico

tipo-

figura, marca

tipografia, tipologia, arquétipo

topo-

lugar, localidade

topografia, topônimo

tetra-

quadro

tetraedro, tetrarca

-tomia

corte, divisão

dicotomia, anatomia, nevrotomia

-tono

tensão, tom

barítono, monótono

xero-

seco, secura

xerófito, xerografia

xeno-

estrangeiro

xenofobia, xenomancia

xilo-

madeira

xilogravura, xilógrafo

zoo-

animal

zoologia, zoomorfo

 

 

 


 

Radicais latinos

Radical

significado

exemplos

agri-, agro-

campo

agriciltura, agrônomo

ambi-

ambos

ambivalência, ambidestro

arbori-

árvore

arborícola, arboriforme

avi-

ave

avifauna, aviária

beli-

guerra

bélico, beligerante

bi-, bis-

repetição, duas vezes

bisavô, bilingüe

calori-

calor

caloria, calorífero

cent-

cem

centavo, centena

-cida

que mata

inseticida, regicida

-cola

que cultiva

vinícola, citrícola

color-

cor, coloração

colorífico, quadricolor

cordi-

coração

cordial, cordiforme

cruci-

cruz

crucifixo

-cultura

ato de cultivar

suinocultura, psicultura

curvi-

curvo

curvilíneo

deci-

décimo

decímetro, decigrama

digit(i)-

dedo

digitador, digitação

ego-

eu

egocentrismo, egoísmo

equi-, eqüi-

igual

equivalência, eqüidistante

-fero

que contém

mamífero, carbonífero

ferri-, ferro-

ferro

ferrovia, ferrífero

-fico

que faz, ou produz

benéfico, frigorífico

fide-

fiel, fidelidade, fidedigno

-forme

forma

uniforme, disforme

fratri-, frater-

irmão

fraterno, fraticida

frig(i)-

frio

frigidez, frigorífico

-gero

que produz, ou contém

armígero, belígero

-fugo

que foje, ou faz fujir

centrífugo, febrífugo

gradu-

grau, passo

centígrado, graduação

herbi-

erva, planta

herbívoro, herbicida

homini(i)

ser humanao

hominídeo, hominal, homicídio

igni-

fogo

ignição, úgneo

lati-

largo, amplo

latifúndio, latifólio, latitude

loco-, locus

lugar

locomotiva

mili-

mil, milésima parte

milímetro, milípede

mini-

muito pequeno

minissaia, mínimo

multi-

numeroso

multissecular, multiangular

morti-

morte

mortífero

ocul(i)-

olho

oculista, oculiforme

odori-

odor, cheiro

odorífero, desodorante

olei-, oleo-

azeite, óleo

oléigeno

oni-

tudo, todos

onipresente, onisciente

-paro

que produz

multíparo, ovíparo

pedi-, -pede

pedicuro, velocípede

petr(i)

pedra

petrificar, petróleo

pisc-

peixe

piscicultura, pisciano

pleni-

pleno, cheio

plenificar, plenipotência

pluri-

muitos

plurianual, pluricecular

pluvio-

chuva

pluviômetro, pluviosidade

popul(o)-

povo

populoso, populismo

quadri-, quadru

quatro

quadrimotor, quadrúpede

radic(i)-

raiz

radicar, radiciação

reti-

reto, direto

retificar, retilíneo

reti-

rede

reticulado, retiforme

retro-

rede

reticulado, retiforme

sacar(i)-

açucar

sacarina, sacarose

sesqui-

um e meio

sesquicentenário

sexi-, sexo-

sexo

sexologia, assexuado

sideri-

astro

sideral, sidério

silvi-

selva

silvícula, silvicultura

socio-

sociedade

sociologia, sociolingüística

-sono

que soa

horíssono, uníssono

telur(i)-

terra, solo

telúrico, telurismo

toni-

tom, vigor

tônico, tonificar

toxic(o)-

veneno

toxicomania, toxina

tri-

três

triângulo

triti-

trigo

triticultura, triticultor

uni-

um

uníssono

veloci-

veloz

velocípede, velocímetro

vermi-

verme

vermífugo, vermicida

vice-

em vez de

vice-campeão, vice-governador

vin(i)-

vinho

vinicultura, vinícola

vitri-

vidro

vitrina, vitrificar

-vomo

que expele

fumívogo, ignívomo

-voro

que devora

carnívoro, herbívoro



PREFIXOS

Prefixos de origem latina

Prefixo

significado

exemplo

ab-

afastamento, separação

abdicar, abjurar

abs-

abster, abstrair, abscesso, abstêmio  

a-

amovível, aversão

ad-

aproximação, direção,adição

adjunto, adventício, adsorção, adstringente

a-, ar-,as-

abeirar, arribar, assentir

ante-

anterioridade

antebraço, antepor, anteflexão

circum-

(circum-)

movimento em torno

circum-adjacente, circunavagar

cis-

posição aquém

cisalpino, cisplatino

com- (con-)

contigüdade, comapnhia

compor, conter, co-autor, congênere

co- (cor-)

cooperar, corroborar

contra-

oposição, ação conjunta

contradizer, contra-selar, contraceptivo, contralateral

de-

movimento de cima para baixo

decair, decrescer, degeneração,

des-

separação, ação contrária

desviar, desfazer, desinfecção, desnervação, dessensibilização

dis

separação, movimento para diversos lados, negação

dissidente, distender

di- (dir-)

dilacerar, dirimir

en-

introdução, mudança de estado, revestimento

encarcerar (hérnia), envenenar, envolver

entre-

posição intermediária

entreabrir, entrelinha

ex-

movimento para fora, estado anterior

exportar, extrair, exfoliativa (citologia), exsudato

es-

escorrer, estender

e-

emigrar, ecadir

extra-

posição exterior (fora de)

extra-oficial, extraviar

in1 (im-)

movimento para dentro, introdução

ingerir, impedir, intubação, invaginação

i- (ir-)

imigrar, irromper

em- (en)

embarcar, enterrar

in2 (im-)

negação, privação

inativo, impermeável

i- (ir-)

ilegal, irrestrito

inter-

posição intermediária, reciprocidade

intersexualidade, interação

intra-

posição interior

intradorso, intravenoso

intro-

movimento para dentro

introversão, intrometer, introspecção

justa-

posição ao lado

justapor, justalinear

ob-

posição em frente, oposição

objeto, obstáculo

o-

ocorrer, opor

per-

movimento através, durante

percorrer, perfurar, peroperatório, peroral

pos-

posterioriade, posição anterior

pospor, postônico, pós-operatório, post mortem

pre-

anterioridade

prefácio, pretônico, pré-coma, pré-frontal

pro-

movimento para frente  (não confundir com igual prefixo grego)

progresso, prosseguir,  pronação, protrusão

re-

movimento para trás, repetição

refluir, refazer, repolarizar, refluxo, reforçar

retro-

movimento mais para trás

retroceder, retrospectivo, retroperitônio, retroversão, retroalimentação.

semi-

parcialmente, incompleto

semicírculo, seemicúpio, semimorto

soto-

posição inferior

soto-mestre, sotopor

sota-

sota-vento, sota-voga

sub-

movimento de baixo para cima, inferioridade

subir, subalterno

sus-

suspender, suster

su-

suceder, supor

sob-

sobestar, sobpor

so-

soerguer, soterrar

super-

posição em cima, excesso

superpor, superpovoado

sobre-

sobrepor, sobrecarga

supra-

posição acima, excesso

supradito, supra-sumo

trans-

movimento para além de, posição além de

transpor, transalpino

tras-

transladar, transpassar

tres-

tresvariar, tresmalhar

ultra-

posição além do limite

ultrapassar, ultra-som

vice-

substituíção, em lugar de

vice-reitor, vive-cônsul

vis-(vizo)

visconde, vizo-rei



Prefixos de origem grega

Prefixo

significado

exemplos

an-, (a-)

privação, negação

anarquia, ateu

privação em medicina

acloridria, afasia, anaeróbio, analgésico

ana-

ação de movimento inverso, repetição

anagrama, anáfora

para cima, para trás

anionte, anaplasia

de novo

anamnese, anastomose

ase-

enzima

amilase, lipase, fosfatase, transaminase

anfi-

de um e de outro lado, em torno

anfíbio, anfiteatro

anti-

oposição, ação contrária

antiaério, antípoda

contra

antiemético, antídoto, antissepcia

apo-

afastamento, separação

apogeu, apóstata, apócrino, apófidr, aponevrose

arqui-, arc-

superioridade

arquiduque, arcanjo

arque, arce

arquétipo, arcebispo

catá-

movimento de cima para baixo, oposição

catadupa, catacrese

diá-, di-

movimento através de, afastamento

diagnóstico, diocese, diafragma, diarréia, diáfise, diálise

dis-

dificuldade, mau estado

dispnéia, desinteria, disfagia, dislalia, distrofia, disúria

ec- (ex-)

movimento para frente

eclípse, êxodo

en-, em-, e-

posição interior

encéfalo, emplasto, elipse

ecto-

fora de, exterior

ectoderma, ectópico, ectoparasito

endo-, end-

posição interior, movimento para dentro

endotérmico, endosmose, endocárdio, endógeno, endotélio

epi-

posição superior, movimento para, posterioridade

epiderme, epílogo, epiderme, epidemia, epífise, epidídimo

eu-, ev-

bem, bom

eufonia, evangelho, euforia, eugenia, eutanásia  

exo-

para fora, externo

exoftalmia, exosmose, exógeno

hemi-

metade

hemisfério, hemiplegia, hemicrania, hemicolectomia

hiper-

posição superior, excesso

hipérbole, hipertensão, hipertrofia, hipertonia, hiperglicemia

hipo-

posição inferior, escassez, diminuição

hipodérmico, hipotensão, hipocloridria, hipocôndrio

metá-, met-

posterioridade, mudança

metacarpo, metatarso, metamorfose, metafase

neo-

novo

neoplasia, neoformação, neologismo

oligo-

pouco

oligospermia, oligúria, oligofrênico

orto-

reto, direito

ortognata, ortopedia, ortodontia

pan-

todo

pancardite, pangastrite, pandemia, pan-hipopituitarismo

pará-, par-

proximidade, ao lado de

paralogismo, paramnésia, parasito, paratiróide, paramétrio, paranormal 

pen-

escassez, pobreza

citopenia, leucopenia, linfopenia

peri-

posição ou movimento em torno

perímetro, perífrase

poli-

muito

policitema, polidipsia, polimenorréia, poliúria

pró-

posição em frente, anterior

prólogo, prognóstico, proglote

sin-, sim-, si-

simultaneidade, comapanhia

sinfonia, simpatia, sílaba, síndrome, sincrônico, sincício.

 
SUFIXOS

Sufixo

significado

exemplos

-aco

estado íntimo, pertinência, origem

maníaco, austríaco

-ada

multidão, coleção

boiada, papelada

porção contida num objeto

bocada, colherada

marca feita com um instrumento

penada, pincelada

ferimento ou golpe

dentada, facada

produto alimentar, bebida

bananada, laranjada

duração prolongada

invernada, temporada

ato ou movimento enérgico

cartada, saraivada

-ado

território subordinado a titular

bispado, condado

instituíção, titulatura

almirantado, doutorado

provido ou cheio de

barbado, denteado

que tem o caráter de

adarnado, amarelado

-aico

referência, pertinência

judaico, prosaico

-al

relação, perinência

campal, conjugal

al < -ale

adjetivos

arterial, mental, nasal, sexual

-ança

ação ou resultado del, estado

lembrança, vingança, balança, criança

-ância

observância, tolerância, ambulância

-ano

adjetivo

craniano, microbiano

-ante

agente

estudante, navegante, acidi- ficante, calmante, expectorante, absorvente.

açãso, qualidade, estado

semelhante, tolerante

-ar

relação, pertinência

escolar, familiar

-ario

bustsntivos e adjetivos

protozoário, coronária, urinário

 

-atico

adjetivo

pancreático, profilático, sintomático

-ato

instituíção, titulatura

baronato, cardinalato

na nomenclatura química (sal)

carbonato, sulfato

-agem

noção coletiva

folhagem, plumagem

ato ou estadoa

prendizagem, ladroagem

-al

idéia de relação, pertinência

dedal, portal

cultura de vegetais

arrozal, cafezal

noção coletiva ou de quantidade

areal, pombal

-alha

coletivo-pejorativo

canalha, gentalha

-ama

noção coletiva e de quantidade

dinheirama, mourama

-ame

noção coletiva e de quantidade

vasilhame, velame

-ano

a) proveniência, origem, pertença

romano, serrano

b) sectário ou partidário de

luterano, parnasiano

c)semelhante ou comparável a

bilaquiano, camoniano

-ão

proveniência, origem

alemão, beirão

-aria

atividade, ramo de negócio

carpintaria, livraria

noção coletiva

gritaria, pedraria

ação própria de certos indivíduos

patifaria, pirataria

-ario

ocupação, ofício, profissão

operário, secretário

lugar onde se guarda algo

herbário, vestiário

relação, posse, origem

diário, fracionário

-ase

enzima

amilase

-(á)vel

possibilidade de praticar ou sofrer

durável. louvável

-ção

substantivo

dissecção, hidratação, pigmentação

-dade

tranforma adjetivo em substantivo

crueldade, dignidade, enfermidade, fertilidade, insanidade

-(d)iço

possibilidade de praticar ou sofrer

movediço, quebradiço

-(d)or

agente, instrumento de ação

jogador, regador

-douro

lugar ou intrumento de ação

debedouro, suadouro

ação, pertinência

duradouro, casadouro

-(d)ura

resultado ou instrumento de ação, noção coletiva

pintura, atadura

-edo

lugar onde crescem vegetais

olivedo, vinhedo

noção coletiva

lajedo, passaredo

-ente

agente

afluente, combatente

-ento (ver lento)

adjetivos

incruento, peçonhento, purulento

-eza

tranforma substantivo em adjetivo

beleza, riqueza

-eiro,  

-eira

 

ocupação, ofício, profissão

barbeiro, copeira

lugar onde se guarda algo

galinheiro, tinteiro

árvore e arbusto

laranjeira, craveiro

idéia de intensidade, aumento

nevoeiro, poeira

objeto de uso

cinzeiro, pulseira

noção coletiva

barreiro, formigueiro

relação, posse, origem

caseiro, mineiro

-ença

ação ou resultado dela, estado

descrença, diferença

-ência

ação ou o resultado dela, estado

anuência, concorrência

-engo

relação, pertinência, posse

mulherengo, solarengo

-enho

semelhança, procedência, origem

ferrenho, estremenho

-eno

referência, origem

terreno, chileno

-ense

relação, procedência, origem

forense, parisiense

-ente

ação, qualidade, estado

doente, resistente

-eo

relação, semelhança, matéria

róseo, férreo

-ês

relação, procedência, origem

cortês, norueguês

-esco

referência, semelhança

burlesco, dantesco

-este

relação

agreste, celeste

-estre

relação

campestre, terrestre

-eto

sais (química)

cloreto, sulfeto

-eu

realação, procedência, origem

europeu, hebreu

-ez

tranforma substantivo em adjetivo

altivez, honradez

-eza

tranforma adjetivo em substantivo

beleza, riqueza, fraqueza, magreza, pureza 

-ia

profissão, titulatura

advocacia, baronia, cardilogia

lugar onde se exerce uma atividade

delegacia, reitoria, enfermaria

noção coletiva

cavalaria, clerezia

tranforma adjetivo em substantivo

alegria, valentia

-ice

tranforma substantivo em adjetivo

tolice, velhice

-ície

tranforma substantivo em adjetivo

calvície, imundície

-icio

referência

aimentício, natalício

-ico

participação, referência

gométrico, melancólico

-idão

tranforma substantivo em adjetivo

gratidão, mansidão

-il

referência, semelhança

febril, senhoril

-íase

doença causada por parasito ou bactéria

amebíase, hanseníase

-ino

relação, origem, natureza

londrino, cristalino

substantivos e adjetivos

intestino, mediastino, masculino

-io

noção coletiva, reunião

gentio, mulherio

alguns elementos quimicos

sódio, potássio

ação, referência, modo de ser

fugidio, tardio

substantivos e adjetivos médicos

calafrio, doentio, sadio

-ita

pertinência, origem

ismaelita, israelita

-ite

inflamação

gastrite, apendicite

-inte

agente

ouvinte, pedinte

ação, qualidade, estado

seguinte, constituinte

-isco

referência, semelhança

levantisco, mourisco

-ismo

a) trinas ou sistemas

artísticos

realismo, simbolismo

filosóficos

kantismo, positivismo

políticos

federalismo, facismo

religiosos

budismo, calvinismo

b) modeo de proceder ou pensar

heroísmo, servilhismo

c) forma peculiar da língua

galicismo, neologismo

d) na terminologia científica

daltonismo, reumatismo

-ista

a) partidários ou sectários de doutrinas e sistemas (em –ismo)

artístico

realista, simbolista

filosóficos

kantista, positivista

políticos

federalista, facista

religiosos

budista, calvinista

b) ocupação ofício

dentista, pianista

c) nomes pátrios e gentílicos

nortista, paulista

-ite

inflamação

bronquite, gastrite

para fósseis

amonite

-(i)vel

uma ação

perecível, punível

-(l)ento

a) provido ou cheio de

ciumento, corpulento

b) que tem o caráter de

barrento, vidrenteo

-ivo

transforma verbo em substantivo

nutritivo, regenerativo, supurativo

-mento

a) ação ou resultado dela

acolhimento, ferimento, aleitamento, corrimento

b) instrumento de ação

ornamento, instrumento

c) noção coletiva

armamento, fardamento, medicamento

-óide

semelhante a

mastóide, esfenóide, esquizóide 

-ol

para alguns compostos ou funções químicas orgânicas

fenol, álccol, butanol, etanol

-oma

tumor

mioma, carcinoma

-onho

propriedade, hábito constante

enfadonho, risonho

-or

tranforma substantivo em adjetivo

alvor, amargor

-ose

doença não inflamatória, ou degenerativa

artrose, dermatose

-oso

provido ou cheio de

brioso, venenoso

transforma adjetivo em substantivo

aquoso, infeccioso, edematoso

-são

ação ou resultado dela

agressão, extensão

-(s)or

agente ou instrumento de ação

agressor, ascensor

-(t)icio

uma ação, referência

acomodatício, fictício

-tico

relação

aromático, rústico

-(t)ivo

ação, referência, modo de ser

afirmativo, pensativo

-(t)or

agente, instrumento de ação

inspetor, interruptor

-(t)ório

ação, pertinência

preparatório, emigratório

-(t)ura

resultado ou instrumento de ação, noção coletiva

formatura, magistratura

-udo

provido ou cheio de

pontudo, barbudo

-ugem

semelhança (pejorativo)

ferrugem, penugem

-ume

noção coletiva e de quantidade

cardume, negrume

-ura

tranforma substantivo em adjetivo

alvura, doçura

termos médicos

comissura, estatura, fissura, sutura



GLOSSÁRIO DE ETIMOLOGIA DE TERMOS MÉDICOS

 



A

Abdome – Origem incerta, talvez do latim Abdere, esconder.

 

Acetábulo – origem incerta. Talvez do latim Acetum, vinagre; e Abulum, pequena vasilha, gamela; Acceptabulum, pequeno recipiente. Na Roma antiga, a palavra era empregada para qualquer pequeno recipiente de boca larga que ia à mesa, como os de vinho ou vinagre. Também era uma medida de capacidade líquida, equivalente a uma xícara (moderna) de chá. Em Anatomia, designa o encaixe para a cabeça do fêmur. O termo já se encontra nas descrições de Plínio e Celso. Rufo de Éfeso afirma: “o que os gregos chamam “kotíle”, os romanos chamam “acetabulum”.

 

Acidofilia – do latim Acidum, ácido, e do grego Philein, amar.

 

Ácino – do latim Acinus, cacho.

 

Acne – talvez do grego Akme, auge ou ponto culminante, ou talvez de Achne, restolho.

 

Acrômio – do grego Akromion, extremidade do ombro, Akrós, extremo, Omos, ombro. O termo acromial parece ter sido introduzido por François Chaussier (1800).

 

Adenite – do grego Aden, glândula, e Ite, inflamação.

 

Adeno – prefixo que entra em numerosas palavras médicas e que vem do grego Aden, glândula.

 

Adenocarcinoma – carcinoma de estrutura glandular. Do grego Aden, glândula, Karkinus, carangueijo, e Oma, tumor.

 

Adeno-hipófise – do grego Aden, glândula, Hypo, abaixo e Physis, sulco de crescimento.

 

Adenóide – do grego, Aden, glândula e Oidos, semelhante, forma de. O termo entra na designação de estruturas glandulares, ou linfóides. Era também o nome antigo da próstata (glândula adenoidea).

 

Adenoma – do grego Aden, glândula e Oma tumor.

 

Aderência – do latim Adherentia, adesão. Ad, perto de, e Hoerere, grudar.

 

Adesão – do latim Ad, para, e Herere, agarrar, grudar.

 

Adiposo – do latim Adiposus. Esta palavra foi inventada por tradutores das obras de Avicena, na idade média.

 

Adiposidade – do latim Adiposus, de Adeps, gordura.

 

Ádito – do latim Aditus, acesso, entrada, Adire, ir para ou Ad, perto e Itus, marcha, ida. Na antiga casa romana, o Aditus era o local adjacente ao pórtico, antes do Lavabum e do Vestibulum. Em termos militares, significava uma saída emergencial, uma retirada estratégica.

 

Admirável – do latim Ad, perto e Mirabilis, maravilhoso. A rede admirável é o nome dado a um vaso sanguíneo que se ramifica para formar um plexo e deste o sangue é retirado através de um único vaso eferente. Já conhecida na Antiga Grécia, a idéia de rede foi usada pro Herófilo e

Galeno. No Corpo humano o único tipo de rede admirável é o glomérulo renal, onde entra uma árteríola aferente e sai uma arteríola eferente.

 

Adrenal – do latim Ad, perto e Ren, rim. Termo usado por Aristóteles para as glândulas situadas junto ao rim de ovelhas (na realidade, linfonodos aórticos-renais). No homem, estas glândulas foram aparentemente descritas por Bartolommeo Eustáchio, em 1563.

 

Adrenalina – do latim Ad, perto; Ren, rim, e a terminação Ina para indicar princípio ativo, substância ativa, da glândula adrenal ou suprarrenal.

 

Adventícia – do latim Ad, perto, Venire, vir. Originalmente este termo designava os cidadãos não romanos, estrangeiros ou bárbaros. Mais tarde, a palavra foi usada em anatomia, para designar envoltórios externos que pareciam “vir” de tecidos vizinhos, como nas artérias.

 

Aferente – do latim Afferre, trazer para, Ad, perto e Ferre, trazer. Quer dizer o que leva para dentro, ou junto de. Em anatomia e fisiologia refere-se ao movimento em direção a um centro de referência.

 

Afta – do grego Aphta, ulceração.

 

Alba – do latim Alba, que é feminino de Albus, branco, claro. Entre os romanos a cor branca era tida como símbolo de pureza, bondade e justiça.

 

Albicans – do latim Albus, branco, Albicare, ser branco.

 

Albuginea – do latim, Albugo, brancura. O termo significa semelhante à cor da casca do ovo cozido. Esta palavra não existia no latim antigo e foi concebida por Averres e Avicena, para nomear o humor vítreo do olho. Kaspar Bartholin, no século XVII, introduziu a palavra para nomear os envoltórios das gônadas, em especial do testículo.

 

Albumina – do latim Albumen, clara de ovo.

 

Alergia – do grego Allos, outro e, Ergon, trabalho. Esta palavra foi criada em 1906 por Pirquet.

 

Allantóide – do grego Allas, salsicha.

 

Álveo – do latim, Alveus, pequena cavidade.

 

Alvéolo – do latim Alveolus, diminutivo de Alveus, pequena cavidade ou órgão oco. Designava qualquer objeto pequeno com forma arredondada ou escavada. Foi utilizada pela primeira vez em anatomia por Vesálio, para denominar as cavidades do dentes. Somente em 1846 Rossignol usou-a para designar vesículas peulmonares.

 

Amigdala – do grego, Amygdalè, amêndoa. O termo apareceu com os tradutores de Avicena, para designar estruturas semelhantes a amêndoas.

 

Amorfo – do grego A, sem, e Morphe, forma.

 

Ampola – Origem incerta. Provavelmente do latim Ampulla, vaso, frasco. Também existem as possíveis derivações do grego Ambullo, eu despejo, ou latim Ambo, os dois lados, ou do latim Olla, frasco arredondado, ou ainda segundo Joseph Hyrtl do latim Ampla, grande e Bulla, bolha, pequeno saco inflável. Alguns autores alegam que Ampulla é a forma corrupta e adaptada do grego Amphoreis, ânfora, jarro globoso com duas alças. Esta palavra pode ter sido composta do grego Amphi, ambos os lados e Pherein, levar, carregar, em referência às duas alças do vaso. Em anatomia, o termo é usado para designar dilatações terminais de ductos (deferente, lactífero, pancreático, tuba uterina) ou expansões globosas do reto.

 

Anafilaxia – do grego Ana, para trás e Phylaxis, proteção.

 

Anal – do latim Annalis, relativo a ânus.

 

Anamnese - (do grego ana, trazer de novo e mnesis, memória) é uma entrevista realizada pelo profissional de saúde ao seu paciente, que tem a intenção de ser um ponto inicial no diagnóstico de uma doença. Em outras palavras, é uma entrevista que busca relembrar todos os fatos que se relacionam com a doença e à pessoa doente.

 

Anastomose – do grego Ana, através de, e Stoma, boca, entrada. Ligação por meio de uma boca. A primeira menção das junções tubulares boca a boca foi utilizada por Erasístrato, que  utilizou o termo sinanastomosis para se referir as pretensas junções artério-venosas.

 

Anatomia – do grego Ana, através de, e Tome, cortar. As primeiras dissecções anatômicas para fins científicos parecem ter sido realizadas pelos gregos. Hipócrates, Erasístrato e Herófilo tornaram a anatomia um dos campos de estudo da medicina.

 

Androgênio – do grego Aner, homem e Gennao, eu produzo. De Aner vem Andro como forma para combinação vocabular.

 

Anemia – do grego A, privativo; Haima, sangue, e Ia, estado. O vacábulo é impróprio, como se vê, pois significa “ausência de sangue” e é empregado com a significação de “falta parcial de sangue”.

 

Anencefalia – do grego An, sem, Enkephalos, encéfalo.

 

Aneurisma – do grego Aneurysma, alargamento, deriva de Ana, através e Eurys, grande.

 

Anexos – do latim Ad, para, e Nectare, ligar. Anexos do útero são os órgãos “ligados” ao útero.

 

Anel – do latim Annulus, anel. Do adereço derivou o nome do próprio dedo que o levava (o 4º dedo direito). Digitus annularis (dedo anular). O costume de levar-se o anel neste dedo, já aparecia entre os gregos, devido à crença errônea de que havia um vaso (Vena moris) que, partindo dele, ia direto ao coração.

 

Angiogenese - do grego Aggèion, vaso, e Gênesis, produção.

Angiologia – do grego Aggèion, vaso, recipiente e Logos, palavra, coleção. A palavra usada por Galeno referia-se inicialmente a um procedimento cirúrgico (exposição, sangria e ligadura) na artéria temporal superficial para curar a cefaléia e enxaqueca. Lorenz Heister (1720) nomeou assim a parte da anatomia que estuda os sistemas sanguíneo e linfático.

 

Antebraço – do latim Ante, diante de, antes, e Brachium, braço.

 

Anticoagulante – do grego Anti, contra e, do latim Coagulans, coagulante.

 

Anticorpo – do grego Anti, contra e, do latim Corpora. Um corpo que age contra.

 

Antígeno – do grego Anti, contra e Gennao, eu produzo. Etimologicamente deveria significar “contra a concepcção” mas o radical Anti é ai uma forma abreviada de Anticorpos e, assim, Antígeno é um “gerador de anticorpos”.

 

Antro – do grego Antron e do latim Antrum, cavidade, espaço oco, caverna. Não confundir com Atrium ou Aditus que eram compartimentos da casa romana. A palavra em português tem sentido de covil, refugio de ladrões, salteadores, porque em Roma antiga os malfeitores abrigavam-

se em cavernas, que eram sempre mal afamadas.

 

Ânus – do latim Anus, anel.

 

Aorta – do grego aeirein, levantar ou ser levantado. A origem deste termo ainda é incerta, pois pode ter sido derivado do Grego Aortemai, suspenso, Era, ar, Tereo, eu tenho ou ainda Aortés, faca de cabo curto e curvo usado pelos povos macedônios. No sentido anatômico este termo foi usado inicialmente por Aristóteles.

 

Aparelho – do latim Apparatus, preparação, apetrecho, máquina. Utilizado inicialmente para designar apenas um conjunto ou uma coleção de instrumentos para determinado fim, passou depois a nomear estruturas ou órgãos com a mesma finalidade. Tem como sinônimo o termo grego Systema.

 

Apêndice – do latim Appendix, o que pende, Appendere, suspender.

 

Ápice – do latim Apex, ponta.

Aponeurose – do grego, Apó , sobre, de e Neuron, cordão, fibra. O termo Neuron antigamente designava qualquer estrutura cilíndrica fibrosa, lisa e deslizante. Arbósio foi o primeiro a definir aponeurosis como uma lâmina fibrosa e fina.

 

Apoptose – o termo apoptose tem sua origem no grego arcaico e significa "o ato de cair", assim como as pétalas das flores e as folhas das árvores no outono.

 

Aqueduto – do latim Aqua, água, Ductus, condução, Ducere, conduzir, guiar. Em anatomia o termo é utilizado para uma passagem através de certa estrutura para conduzir liquido claro.

 

Aquoso – do latim Aquosus, aquoso, úmido.

 

Aracnóide – do grego Arachnè, aranha, ou sua teia, e Eidos, semelhante. O termo foi aplicado á meninge entre a dura-máter e a pia-máter em 1664, por Fredeick Ruysch, anatomista holandês. Arciforme – do latim Arcus, arco e Formis, em forma de.

 

Aréola – do latim Área, espaço, como o sufixo diminutivo Ola. Aplica-se este termo em medicina especialmente ao espaço ao redor dos bicos dos seios.

 

Artéria – do grego Era, ar e Terein, conservar, guardar. Os gregos antigos acreditavam que as artérias conduziam o ar. Hipócrates chamava “artéria” à traquéia e árvore bronquial e “flebos” aos vasos, mas os anatomistas gregos antigos acreditavam que as artérias continham ar e as veias, sangue, pelo fato de que às dissecações, aqueles vasos mostrarvam-se vazios. Somente no século XVII, os trabalhos de Miguel Servetto, Realdo Colombo, Fabrizzio D`Àcquapendente e William Harvey demonstraram claramente a circulação sanguínea nas artérias.

 

Arteríola – do latim Arteriola, diminutivo de Artéria.

 

Arteriosclerose – do grego Era, ar; Terein, conservar; Skleros, duro, e Ose, estado. Endurecimentov  dos tubos que conduzem ar ou “artérias”.

 

Articulação – do latim Articulatio, nó, junção e Arctus, ajustado, apertado.

 

Átrio – do latim Atrium, Sala íntima. Grande aposento central da casa romana, com lareira num dos cantos.

 

Artrite – do grego Arthron, articulação e Ite, inflamação.

 

Ascendente – do latim Ascendere, subir elevar.

Asma – do grego Asthma, palpitação.

 

Ateroma – do grego Athere, sopa. As lesões do ateroma dão de fato a impressão de uma matéria pastosa, de uma sopa espessa.

 

Atrofia – do grego A, privativo e Trophe, nutrição. Desnutrição.

 

Audição – do latim Audiere, ouvir.

 

Aurícula – do latim Auricula, diminutivo de Auris, orelha externa. Significava o lóbulo do pavilhão da orelha externa. As aurículas dos átrios do coração foram assim denominadas pro Erasístrato, pela semelhança com as orelhas de um cão.

 

Autônomo – do grego Autos, próprio, mesmo e Nómos, regra, lei. Galeno foi o primeiro a sugerir este termo aplicando-o ao sistema nervoso.

 

Autopsia - do grego Autos, própria, e Opsis, olhar. O primeiro termo a ser utilizado foi necrópsia, onde os cirurgiões barbeiros realizavam a dissecação do corpo humano, e o médico apontava a estrutura. Com a realização das necrópsias pelos próprios médicos passou-se a designar

autópsia. Ázigos – do grego A, sem, e Zygos, par. Aplica-se a todo órgão ímpar.



B

Baço – do latim Opacius ou Opacus, opaco, escuro, sem brilho. Em latim, a palavra para este órgão era Lien, no Grego Splien, baço, mas a língua portuguesa não a adotou. A designação do órgão abdominal provavelmente originou-se da sua coloração.

 

Bainha – do latim Vagina, qualquer bainha ou estojo, como da espada.

 

Barba – do latim Barba, barba. Na antiga Roma, o barbeiro era chamado de barbatensius. Na idade média, os barbatensius, não tinham formação acadêmica, eram treinados para executar atos considerados abomináveis para o médico formado (sangrias, drenagem de abcessos) e barbear os frades e monges, proibidos de deixar crescer a barba por um decreto papal de 1092. Na Inglaterra, somente e, 1745, os barbeiros foram separados dos cirurgiões, que passaram a ter formação acadêmica.

 

Base – do grego Básis, apoio, fundação.

 

Basilar – do grego Básilon, apoiado, sustentado. Termo sugerido por Barclay, designando “em direção à base do crânio”. A idéia do crânio, com “base e paredes” foi introduzida por Avicena.

 

Basófilo – do grego Basis, base, e Philein, amar. Que recebe bem os corantes básicos.

 

Bexiga – do latim Vesica, bexiga ou vesícula.

 

Bíceps – do latim Bis, dois, duplo e Caput, cabeça. Denominação de músculos que têm origem em dois ventres separados. Em especial, os músculos bíceps do braço e bíceps da coxa.

 

Bicondilar – do latim Bis, duplo, dois e do grego Kòndylos, junção, nó.

Bifurcação – do latim Bis, dois, duplo e Furca, fôrca, forcado de dois dentes. A fôrca romana, originalmente, era dupla, em forma de T, isto é, tinha dois braços.

 

Bigorna – do latim Incus, bigorna e Incudere, golpear, malhar, forjar. André Vesálio foi o primeiro que notou a semelhança de forma dos ossículos da audição com os instrumentos do ferreiro e assim os denominou.

 

Bílis – palavra latina, Bílis, fel ou bílis.

 

Bilífero – do latim, Bílis, bile e Ferus, que transporta. A palavra bílis pode derivar de Bis, dois, duplo e Lis, contenção, significando “dupla causa de raiva”, porque os antigos acreditavam que a retenção da bile provocava ânimo raivoso, daí o adjetivo colérico. Em latim, o termo Fel era mais usado para a bile armazenada na vesícula biliar, enquanto Bílis era usado para a secreção. Até o século XVII, o termo bílis era frequentemente substituído pelo equivalente grego. Chole. Glisson, chamou a atenção para o fígado como órgão produtor da bile e foi o primeiro a sugerir que esta secreção atuava na digestão das gorduras, fato descrito mais tarde por Haller.

 

Bio – prefixo usado em muitos termos médicos e que deriva do grego Bios, vida.

 

Biópsia – do grego Bios, vida e Opsis, visão. Exame de tecido vivo.

 

Boca – do latim Bucca, bochechas, a cavidade da boca. O termo foi provavelmente assimilado do hebreu Bukkah, que tinha o sentido de vazio, oco. Em latim, o contorno da abertura da boca (rima dos lábios) era denominado “Os

 

Bolsa – do grego Bursa, couro, pele e Bous, boi. Esta palavra apareceu somente no século XVII, designando o saco membranoso sinovial que foi chamado de “mucuous bursa” por Albinus. Winslow e Monro descreveram as bolsas sinoviais intertendineas e entre ossos, mas as bolsas sinoviais cutâneas somente foram descritas por Beclard.

 

Botulismo – do latim Botulus, salsicha. O germe causador do botulismo, o “Clostridium botulinum”, recebeu essa denominação por ter sido encontrado na salsicha.

 

Braço – do grego Brachion, braço. Esta palavra deriva do grego Brachis, curto, breve, porque o membro superior é mais curto que o inferior. A palavra inglesa é Arm (braço) sendo que a palavra armadura deriva dela, porque a primeira peça idealizada como proteção foi uma ombreira de metal ou couro rígido que protegia a articulação do ombro, onde um golpe podia seccionar o tendão do músuclo supra-espinhal, dificultando oou impedindo o manejo da espada.

 

Branca – do latim Alba, feminino de Albus, branco, claro.

 

Braquial – do latim Brachialis, relativo ao braço.

 

Bregma – do grego Brechein, amolecer, umedecer. O termo foi introduzido por Aristóteles, referia- se à parte “mais mole” do crânio do recém-nascido e a última a se ossificar. A palavra (ou um similar arcaico, Bregmos) também foi empregada por Galeno para designar o “ápice do crânio”. Foi reintroduzida no vocabulário anatômico por Colombo, no século XVI, com o sentido atual de “fontículo anterior”. O ponto craniométrico homônimo (ponto de união das suturas coronal  e sagital) foi descrito por Broca.

 

Brônquio – do grego Bronchos, mole, úmido. Acreditava Platão que os líquidos deglutidos alcançavam o estômago pela traquéia e os alimentos sólidos, pelo esôfago. Daí a justificativa da umidade (muco) daquela. Inicialmente, Rufo de Éfeso usou o termo para designar os anéis da traquéia, mas o sentido foi depois extrapolado para sua divisão e gradualmente acabou denominando apenas os ramos. Popularmente, designava tanto a garganta como a própria traquéia.

 

Bronquíolo – do grego Bronchos, mole, úmido e Olus, sufixo diminutivo.

 

Bronquite – do grego Bronchos, mole, úmido e Ite, inflamação.

 

Bucinador – do latim Buccinare, soar corneta, e Actor, agente. No exército e nas cerimônias imperiais, o Buccinatorius era o arauto, aquele que tocava a trombeta (“buccina”) para chamar à atenção os participantes. Em português deu “Buzina”.

 

Bula – do latim Bulla, bolha, cápsula. A palavra designava, em latim, qualquer objeto esferóide, principalmente os ornamentos usados pendurados ao pescoço. Em anatomia, nomeia a saliência arredondada do osso etmóide, no hiato semilunar.

 

Bulbo – do grego Bolbos, bulbo, especialmente da cebola.

 

Bruxismo – do grego Brychein, ranger os dentes.


C

Cabeça – do latim Caput, cabeça e do Grego Kara ou Kephalos, da cabeça. Vesálio dava este nome a extremidade arredondada de um osso e Galeno, a qualquer estrutura esferóide sobre um estreitamento (colo ou pescoço). A palavra Kephalos foi traduzida, para o latim, de várias formas: caput, nodum, articulum.

 

Cabelo – do latim Capillus, cabelo, Pilus, pelo.

 

Caixa – do latim Compages, qualquer construção articulada, gaiola, prisão. A caixa torácica, por ser feita de arcos unidos entre si, lembra a estrutura das jaulas ou gaiolas romanas ( com varas longitudinais), muito semelhantes àquelas usadas atualmente em circos para prender as

feras. Calcâneo – do latim Calx, calcanhar.

 

Calcanhar – do latim Calx, calcanhar o mesmo que calcâneo.

 

Cálcio – neologismo criado em 1800, do latim Calx, cal, que por sua vez deriva do árabe Kali, cinza de soda.

 

Cálice – do grego Kalyx, taça. Refere-se a toda estrutura em forma de taça, como os cálices renais. Em botânica, a palavra cálice (da flor) parece ter origem do grego Kalypto, esconder, cobrir, significando o local recôndito para os órgãos reprodutores do vegetal, mas é interessante notar que o cálice da flor, invertido, assemelha-se a uma taça na mesma posição.

 

Caloso – do latim Callosus, caloso duro, Callum, pele dura, crosta. A palavra em latim provavelmente derivou do grego Kalon, madeira. O Corpus callosum pode ser assim denominado por Galeno tanto por ser mais rígido que o restante do tecido cerebral quanto por ser mais rígido que o restante do tecido cerebral quanto por constituir um largo feixe de fibras nervosas comissurais, lembrando a estrutura de uma tora ou lenho. O termo foi reintroduzido por Sylvio em Anatomia e apareceu impresso pela primeira vez nas obras de Vesálio. Daí o nome “calo” para o endurecimento da pele, ou após fratura óssea.

 

Calvária – do latim Calvaria, abobada do crânio, Calvus, escalpo, calvície. O termo inicialmente referia-se à porção do crânio coberta por cabelos, mas Celso usava-o para designar apenas a parte mais alta (abobadada) da cabeça. Era, originalmente, o nome da colina sem vegetação, perto das muralhas de Jerusalém que os romanos usavam como local de crucificação, onde Jesus, o Cristo, foi supliciado.

 

Canal – do latim Canalis, canal, sulco profundo.

 

Canalículo – do latim Canaliculus, diminutivo de Canalis, canal, sulco profundo.

 

Câncer – do latim Câncer, caranguejo.

 

Canino – do latim Caninus, canino e Canis, Cão. O nome deste dente é muito antigo, tendo sido chamado Canides ou Canidon por Aristóteles e Galeno, provavelmente devido à proeminência destes na espécie Canis.

 

Capilar – do latim Capillaris, relativo ao cabelo, Capillus. Fino como um fio de cabelo. Embora Leonardo da Vinci e Cesalpino tenham intuído a existência dos vasos capilares e feito algumas observações sobre o fenômeno da circulação, foi Marcello Malpighi, em 1661, quem os descreveu pela primeira vez ao microscópio de luz. Anton van Leeuwenhök, em 1688, confirmou sua descoberta.

 

Capitato – do latim Capitatum provido de cabeça, cabeçudo.

 

Capítulo – do latim, Capitulum ,diminutivo de Caput, cabeça.

 

Cápsula – do latim Capsulla, diminutivo de Capsa, caixa, mala e Capere, guardar, conter.

 

Carbohidrato – do latim Carbo, carvão e do grego Hydros, água.

Carbohidrato é um composto de carbono e os dois elementos da água: oxigênio e hidrogênio. Quando queimado origina carvão e água.

 

Carcinoma – do grego Karkinos, carangueijo, e Omã, tumor.

 

Cárdia – do grego kardia, coração. Tem esse nome por ser a porção do estômago que se acha mais próxima do coração.

 

Cardíaco – do latim Cardicus, relativo ao coração. Forma diferencial para Cardicus.

 

Cárdico – do latim Cardicus, relativo ao cárdia, forma diferenciada para Cardiacus.

 

Cárie - do latim 'carie' significando material podre.

 

Carina – do latim Carina, casca de noz, quilha de barco. Provavelmente a palavra derivou da semelhança com a forma da quilha de um barco.

 

Cariorrexe – do grego Karyon, semente ou núcleo, e Rhexis, quebra.

 

Caroteno – do latim Carota, cenoura.

 

Carótida – do grego Karoun, fazer dormir. Na Grécia antiga os caçadores imobilizavam certos animais apertando-lhes estas artérias. Aristóteles acreditava que a compressão da artéria carótida resultava em desmaio o sono profundo e afonia. A crença permaneceu até a idade média, mesmo depois que foi demonstrado em animais vivos que a ligadura das artérias carótidas não produzia estupor.

 

Carpo – origem incerta, talvez do grego Karpós, pulso ou Karpologeo, colher frutos e daí do latim Carpere, colher, arrancar.

 

Cartilagem – do latim Cartilago, cartilagem. A palavra grega equivalente é Chondros. Galeno já reconhecia tipos diferentes de cartilagem.

 

Catabolismo – do grego Katabole, construir para baixo, de kata, baixo e Ballein, construir.

 

Catarata – do grego Katarakte, coisa que cai. Pensavam os antigos que na catarata havia queda de um humor do organismo para os olhos.

 

Cauda – do latim Cauda, rabo, cauda e Coda, fim, extremidade ou Cadere, cair, pender.

 

Cava – do latim Cavus, oco, vazio.

 

Cavernoso – do latim Cavernousus, relativo à caverna, porão. Em anatomia designa uma estrutura formada por múltiplas cavidades (cavernas) ou compartimentos, como os corpos cavernosos do pênis e os seios cavernosos da dura-matér.

 

Cavidade – do latim Cavitas, cavidade, escavação.

 

Cavo – do latim Cavum, buraco.

 

Ceco – do latim Coecus, cego ou obscurecido. Vesálio nomeava Coecus ao apêndice vermiforme, porque este realmente terminava em fundo cego.

 

Cefálico – do grego Kephale, cabeça.

 

Cego – do latim Coecus, cego.l

 

Celíaco – do grego Koilia, abdome.

 

Célula – diminutivo do latim Cella, pequeno aposento. O termo célula é impróprio para caracterizá- la. Isso porque esse termo foi usado pela primeira vez por Robert Hooke, em 1665; quando observava em um microscópio rudimentar um fragmento de cortiça (tecido vegetal da casca de caules velhos). Neste fragmento, viu uma grande quantidade de pequeninos espaços vazios, que assim resolveu chamar de células. Hooke mostrou também que a estrutura celular não era restrita à cortiça, pois a encontrou em muitos outros vegetais. Só muito tempo depois, que outros cientistas conseguiram, com equipamentos mais avançados, ver a célula viva e descobrir que ela não era um espaço vazio, mas um corpo cheio de conteúdo e com funções muito importantes. Mas mesmo assim, o nome CÉLULA nunca foi mudado.

 

Celulite – do latim Cellula, pequena câmara e do grego Ite, inflamação.

 

Cemento – do latim Coementum, pedra britada. Em Roma o coementum parece ter designado não somente a pedra britada, mas também a argamassa formada pela sua mistura com a cal, essencial das construções.

 

Central – do latim Centralis, central, do centro.

 

Cerebelo – diminutivo latino de Cerebrum. Embora a palavra Cerebellum seja diminutivo de Cerebrum, era usada no latim cotidiano apenas para designar este órgão em animais, quase que exclusivamente em termos culinários (como miolos, em português). Em anatomia, Erasístrato

dividiu o encéfalo em Cerebrum e Cerebellum, termos adotados por Galeno.

 

Cérebro – do latim Cerebrum. Apesar de que em forma leiga, a palavra Cerebrum pudesse designar todo o encéfalo, Erasistrato dava este nome apenas à grande massa de dois hemisférios que ocupava a maior parte do crânio. È provável que a palavra tenha derivado do grego Kara, cabeça, porque sua forma latina mais arcaica era Carabrum.

 

Cerúmen – palavra latina, que significa cera.

 

Cervical – do latim Cervicalis, nucal, do pescoço, Cervis, nuca pescoço. O termo Cervix (plural, Cervicis) passou a designar em anatomia qualquer estrutura estreitada sob uma forma arredondada, como o pescoço (ou colo). Assim, temos colo ósseo, colo uterino etc.

 

Cérvice – palavra latina: colo ou pescoço.

 

Cervicite – do latim Cervix, colo ou pescoço e do grego Ite, inflamação.

 

Choque – do francês Choc, surpresa, coisa brusca e inesperada.

 

Ciático – do latim Sciaticus, forma corrompida de Schiadicus, isquiático.

 

Cicatrix do latim Cicatrix, corte.

 

Cílio – do latim Cilium, pestana, cílio, Cillere, mover.

 

Cinéreo – do latim Cinnoereus, cinzento e Cinis, cinza, resíduo de queima.

 

Cíngulo – do latim Cingula, cilha, cintura e Cingere, prender pela cintura ou Cingulus, faixa de terra. Em anatomia, designa qualquer estrutura que abraça ou rodeia outra.

 

Circulação – do latim Circulare, descrever um círculo.

 

Circuncisão – do latim Circum, em redor, e Caedere, cortar. Cortar ao redor.

 

Cirrose – do grego Kirros, amarelo-castanho. A principio a palavra Cirrose só designava o fígado amarelo e gorduroso; depois a acepção ampliou-se para fibrose.

 

Cirurgião – do grego Cheirourgos, que deriva de Cheir, mão e Ergon, trabalho. A cirurgia nasceu como terapia pela qual o praticante “exercia, a cura, com as mãos, em oposição “a medicina, que operava através de fórmulas magistrais e/ou filosóficas. Na idade média e inicio da moderna os médicos eram os únicos que estudavam em Universidades enquanto os cirurgiões (chamados de Barbeiros) acumulavam conhecimentos de forma empírica.

 

Cisterna – do latim Cisterna, cisterna, reservatório. Na Roma antiga a cisterna era um buraco em fundo cego cavado no solo e semi-coberto por uma taboa, que recolhia água da chuva do telhado das casas. Em anatomia o termo foi inicialmente aplicado por Arancio apenas ao quarto ventrículo.

 

Cístico – do grego Kystikós, relativo à vesícula, à ampola.

 

Cito – prefixo grego que entra em muitos termos médicos e que significa “célula”. Do grego Kytos.

 

Citologia – do grego Kytos, vaso ou célula e Logos, estudo.

 

Citoplasma – do grego Kytos, vaso ou célula e Plassos, molde.

 

Clavícula – do latim Clavicula, diminutivo de Clavis, chave, tranca. O osso lembra uma chave.

 

Clínica - Barbier (1985) explica que a origem da palavra clínica provém do grego, kliné, que significa "procedimento de observação direta e minuciosa".  o termokl in é que em grego quer dizer leito. O clínico, em sua origem, é justamente aquele que se debruça sobre o leito do paciente para observá­lo.

 

Clínico – do latim Clinicus, ao leito, relativo à cama e do grego Kliné, leito, cama. Os médicos antigos (gregos e romanos) geralmente atendiam seus doentes em templos ou em praças públicas. Somente aos nobres e patrícios era dado o privilégio do atendimento a domicílio, junto ao leito. Os médicos que assim procediam eram chamados de clínicos.

 

Clitóris – origem incerta, provavelmente do grego Kleitorís, fechado. Por causa da sua posição, fechado entre os lábios da vulva.

 

Coanas – do grego Choané, funil, Cheo, coar, escorrer. Designa a passagem estreita (afunilada) da cavidade do nariz para a parte nasal da faringe.

 

Cóccix – do grego Kókkyx, cuco (um tipo de pássaro). Herófilo e posteriormente Vesálio chamou assim os últimos ossos da coluna vertebral por sua semelhança, em conjunto, com a forma do bico deste pássaro.

 

Cóclea – do latim Cóclea, concha ou caracol, do grego Kochlias, concha em espiral. O primeiro anatomista a dar este nome foi Empédocles, acreditando que os sons eram ali recebidos.

 

Colágeno – do grego Kolla, cola e Gennao, eu produzo.

 

Colateral – do Latim Com, junto e Lateralis, para o lado.

 

Colédoco – do grego Chole, bile, e Dechomai, receber. Dá o nome ao canal que recebe a bile à vesícula biliar e leva-a ao duodeno. Outra possibilidade para este nome seria a união de Chole, bile e do latim Duco, eu conduzo, significando eu “levo a bile”. A formação de palavras unindo radicais gregos e latinos foi comum na antiguidade e na idade média.

 

Colesterol – do grego Chole, bílis; Sterol de Stereo, sólido, e do latim Oleum, óleo.

 

Cólico – do grego Kolykòs, relativo aos colos, dor intestinal. Os médicos gregos e romanos dividiam a dor intestinal em duas categorias: ileal (IEilèos) e Cólica (Kolikòs), isto é, dores continuas e intermitentes.

 

Colículo – do latim Colliculus, diminutivo de Collis, colina. Em conjunto, os colículos superiores e inferiores do tecto do mesencéfalo eram denominados de corpos quadrigêmeos.

 

Colo – do latim Coellum ou Collum, pescoço, gargalo.

 

Colo (n) – do grego Kolon, lingüiça feita de intestino grosso.

 

Colostro – do latim Colostrum, a primeira secreção da glândula mamária após o parto.

 

Coluna – do latim Columna, coluna, apoio, sustentáculo.

 

Comissura – do latim Commissura, união, e Committere, unir.

 

Comunicante – do latim Communicans, que associa

 

Concha – do latim Concha, concha de animal, do grego Kónche, concha em espiral. Os gregos usavam o nome para designar qualquer osso ou cavidade neste formato. A concha da orelha externa foi nomeada por Rufo de Éfeso e as conchas nasais médias e inferiores por Cassério

Placentino. Giovanni Santorini e Exupère Bertin descreveram respectivamente a concha nasal superior e concha nasal suprema.

 

Côndilo – do grego Kóndylos, junção, nó. Na grécia antiga, toda saliência arredondada; o meio de uma estrutura era assim chamada, ex. nós dos dedos, nós da madeira, nós de bambu.

 

Condral – do grego Chondros, cartilagem.

 

Conjugado – do latim Conjugatus, unido, jungido e Con, junto e Jugum, jugo, canga de arado.

 

Conjuntiva – do latim Conjunctivus, unido, ligado e Con, junto e Jungere, ligar, atar. A palavra conjunctiva é a forma feminina do adjetivo Conjunctivus e foi introduzida por Berengario da Capri, originalmente na expressão membrana conjunctiva para designar a membrana contínua entre a pálpebra e o bulbo do olho. No século XVIII perdeu o substantivo e passou a chamar-se somente conjuntiva.

 

Conjuntivo – do latim Con, junto e Jungere, ligar, juntar. Esta palavra parece ter sido empregada pela primeira vez por Johannes Mülleer, para designar um dos tecidos fundamentais descritos por François Xavier Bichat.

 

Constritor – do latim Constringere, reprimir, estreitar e Actor, agente.

 

Contorcido – do latim Contortus, contorcido, virado e Contorquere, virar, girar.

 

Contração – do latim Con, e Trahere, trazer.

 

Coração – do latim Cor, coração.

 

Coracóide – do grego Korax, corvo e Óides, em forma de. Pode ser que a forma do processo coracóide lembrasse, aos gregos antigos, a silhueta de um corvo empoleirado sobre um galho ou ainda as curvas da cabeça e corpo de um corvo. Como a palavra em grego designava também qualquer objeto curvo, para alguns o termo teria se originado da forma de uma antiga maçaneta grega encurvada chamada Kórone.

 

Corda – do grego Chordé, tripa, corda.

 

Cório – do latim Corium, pele, membrana, couro. Antigamente designava toda a camada da pele (tegumento comum), inclusive a epiderme e a tela subcutâneas.

 

Coriza – do grego Koryza, corrimento nasal.

 

Córnea – do latim Corneus, de consistência de corno ou chifre. A córnea ocular recebeu essa denominação por ser a primeira camada ou a mais espessa das membranas oculares.

 

Coroa – do latim Corona, coroa, roda.

 

Coróide – do latim Corona, roda, coroa e do Grego Oidés, forma de.

 

Coronal – do latim Coronalis, relativo à coroa. Hipócrates não nomeava esta sutura embora Rufo de Éfeso alegasse que seu nome havia sido dado pelos egípcios. Uma possibilidade para este nome vem da tiara ou meia coroa usada pela rainha (que era proibida de usar a coroa completa), usada quase exatamente sobre esta sutura, para segurar as madeixas que estas nobres costumavam usar.

 

Corpo – do latim Corpus, corpo, substância, matéria. O termo denomina várias estruturas e tinha, na antiguidade, o significado geral de “acúmulo” de substâncias. Daí os nomes de corpo lúteo, corpo caloso, corpo estriado etc. O organismo morto é usualmente denominado de cadáver, que parece derivar do latim Cadere, cair, ou da união de Cadere e Vero, verdadeiro, significando definitivamente caído o poderia ser uma palavra composta, formada pelas primeiras sílabas das palavras da expressão CAro DAta VERmis (carne dada aos vermes). É muito conhecida a expressão “Orandum est ut sit” mens sana in corpore sano. Verso de Juvenal (Sátira, X), sendo conhecido somente as últimas palavras, significando (devemos rezar para ter) um espírito são num corpo são.

 

Corrugador – do latim Con, junto, e Rugare, preguear e Actor, agente. Este músculo enruga a pele e as estrutras adjacentes. Foi descrito por Volcher Coiter, anatomista holandês do século XVI.

 

Corte – do latim Sectio, corte, divisão resultante de corte.

 

Córtex – do latim Córtex, casca de árvore, pele de fruta, invólucro. A palavra cortiça deriva diretamente de córtex, nome dado à casca de árvores lenhosas como o sobreiro e de onde ela é extraída. A grafia correta em português deveria ser córtice, mas este termo não é usado. Em anatomia, córtex significa o revestimento externo de um órgão, em oposição ao seu interior (medula).

 

Costal – do latim Costalis, relativo às costelas e Costa, costela. Daí provavelmente derivou o termo popular “costas” significando a região onde estes ossos se encontram. Deve se lembrado que foi acrescentada a letra s. Em latim o plural de Costa e Costae. Em anatomia o termo já era utilizado por Galeno e confirmado por Vesálio.

 

Cotovelo – do latim Cubitus, forma corrupta de Cubitellum, diminutivo de Cubitum, coto, cotovelo.

 

Cubitus era o nome antigo do osso Ulna que também designava todo o antebraço. A palavra deve ter–se derivado do latim Cubare, reclinar, deitar. Porque era comum em Roma antiga os indivíduos se reclinarem para fazer as refeições, apoiando-se nos cotovelos, isto é, reclinado.

Designava também o leito próprio para a ceia e uma medida de comprimento (em português, côvado), que podia variar de 45 a 56 cm, dependendo da região.

 

Coxa – do latim Coxa, quadril.

 

Crânio – do grego Kranion, crânio e Karaníon, relativo à cabeça.

 

Crasia - de origem grega e exprime as ideias de "mistura" e "substância" ou "constituição".

 

Cremaster – do grego Kremastér, suspensor e Kremastein, erguer, suspender. Nome dado por Galeno e adotado por Celso, aos músculos que suspendem os testículos.

 

Cribiforme – do latim Cribrum, crivo, peneira e Formis, em forma de.

 

Cricóideo - do grego Krykos, círculo e Òides, forma de. O termo Krykos é obviamente uma variante de Kyrkos, circulo e deu nome à cartilagem laríngea pela sua forma em anel de sinete. Este tipo de anel era muito freqüente nas classes nobres da antiguidade e da Idade Média.

 

Cripta – do latim Crypta, gruta, galeria subterrânea e do grego Kriptós, escondido, enterrado. A palavra foi introduzida pelo anatomista Frances Charles Estiennen para nomear as pequenas depressões onde as glândulas mucosas e sebáceas se abriam.

 

Crural – do latim Cruris, da perna, da porção abaixo do joelho. O termo Crus, perna, pilastra, segundo Vesalio foi introduzido por Celso e dava nome ao osso saliente da perna, a tíbia, em português popular, canela. Depois passou a designar toda a região entre ojoelho e o tornozelo.

 

Cruz – do latim Crux, cruz. Origem provável na grafia da letra grega X, porque tem duas hastes cruzadas.

 

Cúbito – do latim Cubitalis, relativo ao coto ou ao cotovelo.

 

Cubóide – do grego Kúbos, cubo e Òides, forma de.

 

Cúlmen – do latim Culmen, cume, cimo.

 

Cuneiforme – do latim Cunoeus, cunha e Formis, em forma de

 

Cúneo – do latim Cunoeus, cunha.

 

Cúpula – do latim Cupulla, diminutivo de Cuppa, vasilha larga, cuba.

 

Curso – do latim Cursus, marcha, duração.

 

Cúspide – do latim Cuspis ou Cuspidis, ponta de lança ou de dente de javali. Designa estruturas pontudas como as válvulas das valvas atrioventriculares e as elevações na face oclusal dos dentes. John Hunter deu o nome de cúspide ao dente canino e bicúspide aos pré-molares, em consideração ao número de pontas que eles apresentam.

 

Cutâneo – do latim Cutanoeus, pertencente à pele.

 

Cútis – do latim Cutis, invólucro, pele e do Grego Kuto, jarro coberto com membrana ou couro, saco. Designa a pele humana em geral, especialmente a da face. O diminutivo de Cutis é Cuticula. A palavra grega equivalente à pele é Derma.

 

D

Dartos – do grego Dartós, esfolado, sem pele, Deìrein, esfolar. A palavra deriva do sânscrito Dartis, que significa couro e parece ter sido inicialmente usada para nomear preparações anatômicas sem a pele. Este termo foi utilizado pela primeira vez por Rufo de Éfeso para designar o revestimento externo dos testículos, por causa de sua aparência. A palavra Dàrton, em grego, designava uma espécie de túnica rústica, mas é pouco provável que o músculo tenha recebido daí seu nome.

 

Decíduo – do latim Deciduus, caído, que cai, Decidere, cair. Termo que designa estruturas que se destacam naturalmente de seus suportes. Em anatomia nomeia os dentes da primeira dentição (dentes de “leite”) e, na forma feminina (Decídua), a parte do endométrio onde o ovo se implanta.

 

Decussação – do latim Decussatio, cruzado, Decussare, cruzar. Nome popular de antiga moeda romana que trazia seu valor cunhado. O algarismo X.

 

Dedo – do latim Digitus, dedo da mão ou do pé. Na Roma antiga, Digitus era também o nome de uma medida de comprimento, equivalente a 1/16 avos do pé.

 

Deferente – do latim Deferre, depositar, trazer para baixo. O ducto deferente recebeu este nome de Berengário da Carpi (1500), renomado anatomista da escola pré-vesaliana,. No sentido de trazer para baixo, o nome estaria mal colocado, pois o ducto, inicialmente, conduz os espermatozóides para cima.

 

Delgado – do latim Tenue, fino, delgado, delicado. Dá nome à porção do tubo alimentar que se situa entre o estômago e o intestino grosso. O termo grego equivalente é Dolychos (longo), que tem sentido mais preciso.

 

Deltóide – do grego Delta, letra D, Òides, forma de. A letra delta, maiúscula escreve-se _ (em forma de triângulo isósceles). Inicialmente o termo era usado apenas em sentido geográfico, significando a foz do rio Nilo, em forma triangular. Foi Jean Riolan quem deu este nome ao músculo do cíngulo peitoral.

 

Dente – do latim Dente, dente. A palavra parece ser uma forma abreviada de Edens, comestível, associada à Edare, comer. O plural de Dens é Dentes. A palavra grega para dente é Odous que, em português deu “Odonto” e é usada como afixo. Em anatomia também qualquer projeção

ou saliência semelhante a um dentel (processo odontóide).

 

Dentina – do latim Dentina, substância dentária. Termo introduzido por Owen, composto de Dens e o sufixo Ina, substância.

 

Depressor – do latim Deprimere, abaixar, descer e Actor, agente.

 

Derme – do grego Derma, couro, pele. A palavra em português é masculina, portanto, o correto é o derma ou o derme.

 

Descendente – Do latim Descenden, que desce e Descendere, descer.

 

Detrusor – do latim Detrudere, repelir, expulsar, e Actor, agente.

 

Diáfise – do grego Dia, entre, através, e Physis, sulco, crescimento. Em anatomia, a palavra foi inicialmente usada poro Platão para nomear ligamentos articulares e só passou a designar a parte média do osso longo – situada entre as extremidades “que crescem” – após os termos

Epiphysis e Apophysis terem sido aplicados ao osso. Atualmente permanece apenas com esse significado. È interessante saber que este termo, na linguagem grega coloquial, também tinha outros sentidos como o “desabrochar de uma flor ou de um adolescente”, o “intervalo entre dois dentes” e “mancha na casa de um fruto”.

 

Diafragma – do grego Dia, entre, através, e Phagma, parede, cerca. No início, usado para qualquer parede divisória ou septo (como o palato), o termo foi depois especificamente empregado por Galeno para desognar apenas o músuclo que separa as cavidades toráxica e abdominopélvica,

Celso chamava-o Seputm transversus.

 

Diagnóstico - (grego original 'äéáãçïóôéêüç', pelo latim 'diagnosticu' = [dia= "através de, durante, por meio de"] + [gnosticu="alusivo ao conhecimento de"]).

 

Diencéfalo – do grego Dia, entre, através e Enkephalous, cérebro. Aqui a palavra significa “o que esta entre o cérebro”, isto, é entre os dois hemisférios cerebrais.

 

Digástrico – do grego Di, dois, duplo e Gastrikos, relativo a ventre.

 

Digestório – do latim Digestorium, local de distribuição digestão.

 

Digitada – do latim Digitada, feminino de Digitatus, com dedos.

 

Digital – do latim Digitalis, relativo a ou em forma de dedo, Digitus, dedo.

 

Dilatador – do latim Dilatare, alargar, ampliar e Actor, agente.

 

Díploe – do grego Diploè, cobertura, Diplòos, duplo. Hipócrates usava o termo para as camadas fasciais que cobriam os ossos do crânio, mas Ruffo utilizava-o para o tecido entre as lâminas compactas dos ossos da abóbada craniana. Após os trabalhos de Breschet, em 1830, este sentido prevaleceu. Nos primórdios da cirurgia, a palavra foi utilizada para designar uma dobra de tecido com compressa ou gaze no seu interior.

 

Diplóide – do grego Diplòos, duplo.

 

Direito – do Latim Dexter, direito, que está à direita. Os termos direito e esquerdo estão associados a antigos rituais de adoração ao Deus-Sol. Os heliólatras, que voltavam à face para o sol nascente (leste), apontavam o sul com a mão direita, dita que consideravam a “mão quente” enquanto a mão esquerda, dita “mão fria”, apontava o norte (onde o clima era mais frio). Daí, a destreza ou habilidade estarem associados à mão direita enquanto os atos advindos da mão esquerda ser consideredos desarmoniosos ou mal-afortunados.

 

Disco – do latim Discus e do grego Diskos, disco.

 

Discrasia: do grego «dyskrasía», 'má constituição'.

 

Distal – do latim Distalis, que está longínquo, distante.

 

Divertículo – do latim Diverticulum, afastado, alijado, Divertere, afastar. Em Roma, os Divertícula eram caminhos secundários como afluentes menores de um rio ou estradas vicinais. Neste sentido, o termo anatômico é impróprio porque estes caminhos não terminavam em fundo cego, como as estruturas assim denominadas. O termo apareceu no século XVIII e permaneceu desde então, possivelmente por má interpretação de quem o utilizou.

 

Divisão – do latim Divisio, separação, repartição.

 

Doença - (do latim dolentia, padecimento) designa em medicina e outras ciências da saúde um distúrbio das funções de um órgão, da psiqué ou do organismo como um todo que está associado a sintomas específicos.

 

Dorsal – do latim Dorsalis, dorsal, das costas.

 

Ducto – do latim, Ductus, condução, traçado. Este termo, significando tubo, é um exemplo da falta de habilidade da tradução latina do texto grego, pois a palavra Ductus não tinha nos clássicos, o sentido de sulco pra condução de líquidos.

 

Dúctulo – do latim Ductulus, diminutivo de Ductus.

 

Duodeno – do latim Duodeni, a dúzia, doze. Herófilo descreveu o duodeno como tendo um comprimento equivalente à largura de doze dedos colocados juntos, mas esta descrição equivale a órgãos de animais. A palavra usada originalmente foi Dodekadactilon, doze dedos.

 

Dura-máter – do latim Dura, dura, forte, severa e Mater, mãe protetora.

 

Duro – do latim Durus, duro, forte, severo.

 

E

Eferente – do latim Eferre, levar para fora, tirar. O que leva para fora (ou que tira). Refere-se especificamente a axônios com impulso nervoso ou a movimento de fluídos de um centro de referência em direção à periferia.

 

Eixo – do latim Axis, eixo.

 

Ejaculatório – do Latim Ejaculare, jorrar e Ex, para e Jactare, lançar.

 

Elástico – do grego Elàstykos, flexível, esticável, distensível.

 

Elipsóide – do grego Elleipsis, elipse, e Oidés, forma de.

 

Elíptico – do grego Elleiptykós, relativo à elipse.

 

Emboliforme – do grego Embolos, cunha, do latim Formis, em forma de.

 

Eminência – do latim Eminentia, elevação, acrécimo, Ex, para fora, Minere, projetar.

 

Emissária – do latim Enissarium, escoadouro. Ex, para fora e Mittere, levar. Na Roma antiga, utilizavam-se Emmissaria, canais de drenagem de lagos e charcos, com a finalidade de secálos e arar a terra. A palavra foi empregada para qualquer tipo de dreno e, em Anatomia, foi usada pela primeira vez por Giovanni Santorini (1720) para designar as veias que ligam os seios venosos da dura-máter às veias externas do crânio (diplóicas).

 

Encéfalo – do grego Enkephalos, cérebro, En, Dentro e Kephalos, cabeça.

 

Endocárdio – do grego Endon, dentro e Kardia, coração.

 

Endócrina – do grego Endon, dentro e Krinéin, segregar, separar.

 

Endolinfa – do grego Endon, dentro e Lympha, água. Este humor, descoberto por Domenico Cotugno, foi detalhadamente descrito por Antonio Scarpa.

 

Endométrio – do grego Endon, dentro e Metra, útero.

 

Endomísio – do grego Endon, dentro e Mys, músculo.

 

Endoneuro – do grego Endon, dentro e Neuron, fibra, cordão.

 

Endósteo – do grego Endon, dentro e Osteon, osso.

 

Enfermo - está na origem da palavra enfermeiro. Enfermo provém da palavra latina ‘infirmum’, ‘infirmu-’, que significa: "aquele que não está firme".

 

Entérico – do grego Enterykos, intestinal, Enteron, intestinos. A palavra enteron, significando intestinos, pode ter derivado do grego Entós, que esta dentro, por causa de sua posição no abdome.

 

Epêndima – do grego Epi, sobre, em cima, e Endyma, vestimenta.

 

Epicárdio – do grego Epi, sobre, em cima, Kardia, coração.

 

Epicôndilo – do grego Epi, sobre, em cima e Kondylòs, junção, nó.

 

Epiderme – do grego Epi, sobre, em cima de, Derma, couro, pele.

 

Epidídimo – do grego Epi, sobre, em cima e Didymos, duplo, em dobro. O termo Didymos era usado para as gônadas de ambos os sexos e originalmente significava duplo, ou gêmeos. Epididymos teria o sentido de “o que esta sobre os gêmeos”, mas os médicos gregos sempre utilizaram a palavra para designar os testículos, desde os primórdios da anatomia. O primeiro a usar a palavra Epididymos para designar a estrutura que conhecemos hoje foi Herófilo, mas Riolan, em 1649, reintroduziu o termo em anatomia descrevendo o órgão em detalhes.

 

Epidural – do grego Epi, sobre, em cima, Duralis, endurecido.

 

Epífise – do grego Epi, sobre, em cima e Physis, sulco, crescimento.

 

Epiglote – do grego Epi, sobre, em cima, e Glottis, laringe

 

Epimísio – do grego Epi, sobre, em cima e Mys, músculo.

 

Epineuro – do grego Epi, sobre, em cima e Neuron, fibra, cordão.

 

Epiplóico – do grego Epiplóikos, relativo a Epíploon. Hipócrates chamava o omento maior de Epiploon, que flutua sobre, do Grego Epi, sobre, em cima e Pléein, flutuar, pairar. Galeno e Oribásio adotaram o termo com o mesmo sentido, isto é, uma membrana que está solta sobre os intestinos, como um avental.

 

Episcleral – do grego Epi, sobre, em cima e Skeros, duro, rígido.

 

Epitálamo – do grego Epi, sobre, em cima e Thalamos, quarto de dormir.

 

Epitélio – do grego Epi, sobre, em cima e Thelé, papila, mamilo. Assim foi denominada a pele dos lábios por Ruysch, em 1700. Posteriormente, graças aos trabalhos de Henle (1870), passou a significar a camada superficial da pele em qualquer local do corpo e, por extensão, o revestimento de superfícies internas, como o intestino, a árvore bronquial etc.

 

Eponíquio – do grego Epi, sobre, em cima, Onyx, unha.

 

Epoóforo – do grego Epi, sobre, em cima, Oon, ovo e Phoro, eu levo.

 

Equador – do latim, Aequator, igualador, Aequare, igualar e Actor. Agente.

 

Equina – do latim Equinus, de cavalo, Equus, cavalo ou Equa, égua.

 

Eretor – do latim Erigere, levantar, elevar e Actor, agente.

 

Escafa – do latim Scapha, canoa, e do Grego Scaphe, canoa.

 

Escafóie – do grego Scaphe, canoa, e Oidés, forma de. O termo nomeava indistintamente qualquer osso ovóide escavado, em forma de canoa, em cuja concavidade encaixava-se outro osso.

 

Escaleno – do grego Skalenos, desigual, irregular.

 

Escama - do latim Squama, escama de peixe.

 

Escápula - do latim Scapulae, espáduas, ombros. Aristóteles e Galeno chamavam-no de Omoplata, do Grego Omos, ombro e Platus, chato. Riolan (1640) parece ter sido o primeiro anatomista a usar o termo escápula, mas derivado do grego Skaptein, escavar, por causa da semelhança da forma do osso com uma pá.

 

Esclera – do grego Skleros, duro, rígido.

 

Escroto – do latim Scrotum, pele, couro. Aparentemente uma variação de Scrotum, pele, couro, nome dado, na antiga Roma, a qualquer objeto feito de couro, especialmente ás bolsas penduradas no cinto. Daí a bolsa que contém os testículos receber este nome.

 

Esfenóide – do grego Sphen, cunha, arado, e Oidés, forma de. É provável que Galeno tenha sido o primeiro a descrever este osso que parece estar encravado, como cunha, entre o crânio

e a maxila. Outra etimologia, mais constestada, da à origem como sendo do grego Sphein, mariposa, vespa, por sua forma geral ter certa semelhança com um inseto alado (daí o nome deste osso em alemão ser Wespenbein.

 

Esfíncter – do grego Sphinktèr, ligadura, atadura, de Sphingein, amarrar.

 

Esmalte – do latim Enamyl, derretido, depois Smattare, derreter. Em sentido estrito, esmalte é um composto mineral (apatita) vítreo submetido a altas temperaturas, derretido e fundido à superfície de objetos, com intuito decorativo. A palavra Smattare, esmaltar foi introduzida apenas na idade média.

 

Esôfago – do grego Oiso, eu levo e Phagos, comida.

 

Espermático – do grego Sperma, semente.

 

Espinal – do latim Spinalis, pontudo.

 

Espinha – do latim, Spina, espinho, ponta aguda. O termo deriva do circo de bigas romano. A pista de corrida era dividida ao meio, por mais de ¾ do seu comprimento por um muro de seis metros de largura e dois de altura. Este muro era adornado com estátuas de Seuses e recebia o nome de Spina. O termo foi depois empregado para a coluna vertebral porque ela parece separar, não totalmente, a musculatura do dorso do corpo, à semelhança da Spina do circo romano.

 

Espinhal – do latim Spinalis, espinhoso, pontudo. O termo espinhal é relativo à espinha (projeção óssea) e não deve ser confundido com espinal, variante relativa à medula espinal, órgão nervoso.

 

Esplâncnico – do grego Splanknikos, relativo ás vísceras, visceral.

 

Esplênico – do grego Splenikos, lienal e Splen, baço. O baço em latim chama-se Lien, que aprece ter derivado da palavra grega. O primeiro anatomista a descrever o baço em detalhes foi Marcello Malpighi, em 1659.

 

Esponjoso – do grego Spongos, esponja oriundo de animal marinho. Hipócrates usava este termo para designar qualquer estrutura de aparência porosa. Aristoteles descreveu vários tipos de esponjas, que tinham inúmeros usos entre os gregos, principalmente como material de preenchimento.

 

Espúria – do latim Spurius, falso, ilegítimo.

 

Esqueleto – do grego Skeletos, secura, aridez.

 

Esquerdo – do latim Sinister, esquerdo, funesto. Na idade média, a igreja católica determinou que o lado correto para os fiéis seria o direito, pois os justos, segundo a bíblia, sentar-se-iam a este lado do trono de Deus. Cristo teria distribuído o pão e o vinho na última ceia com a mão direita. Por causa disto, o lado incorreto, dos pecadores seria o lado esquerdo.

 

Esterno – do grego Sternon, peito masculino. Hipócrates usou o termo Sternon para o peito masculino e chamou o “osso do peito” de Sternon para o osso e este uso propagou-se. Os romanos chamavam-no os Pectoris e a palavra Sternum apareceu apenas no latim medieval, através da tradução dos textos gregos. Por ser superficial e de fácil palpação, alguns etimologistas referem a origem como derivada do grego Stereos, em relevo, evidente.

 

Estilóide – do grego Stylos, lança, estaca, e Òidés, em forma de.

 

Estômago – do grego, Stoma, boca, e Cheien derramar. Para os romanos a palavra Stomachus designava a goela ou a porção inicial do esôfago, e derivava od grego Stomachos, composta de Stoma, boca e Cheien, derramar. Hipócrates usava também o termo para designar o colo da bexiga urinária ou do útero, no sentido de “início de um órgão ôco”, como no nosso popular “boca do estômago”. Em latim, o estômago, como órgão era chamdo de Ventriculus (diminutivo de Venter, ventre e, em grego Gaster. Assim, para Vesalio havia o Stomachus (esôfago) e o Ventriculus (estômago). Portanto a palavra designou inicialmente a faringe distal, então o esôfago, depois a cárdia e finalmente, após o século XVII, o estômago como atualmente o conhecemos.

 

Estomatologia - palavra derivada do grego "stoma" (que significa "boca"), e "logia" (estudo) portanto seu significado é estudo da boca.

 

Estrato – do latim Stratum, coberta de cama, colcha.

 

Estria - do latim Stria, canela, estria ondulada de adorno. Na realidade, em sentido mais restrito, a palavra Stria significava faixa elevada e o termo era frequentemente usado para descrever o aspecto ondulado do corpo de uma coluna e até mesmo uma “testa enrugada”. Nada indica, em latim, que a palavra tivese o sentido de listrado, como conhecemos atualmente.

 

Estroma – do grego Stroma, coberta, toalha. Para os gregos significava qualquer tipo de cobertura para cama, mesa etc.

 

Etmóide – do grego Ethmos, peneira, e Oidés, forma de. O osso foi descrito e nomeado por Galeno.

 

Excretor – do latim Exscreare, expectorar e Actor, agente.

 

Extensor – do latim Extendere, estender, esticar e Actor, agente.

 

Externo – do latim Externus, vindo de fora, exterior. O termo no plural Externi designava, de modo geral, os povos bárbaros, isto é, os povos estrangeiros e que não estavam sob o domínio de Roma.

 

Extra-piramidal – do latim Extra, externo, fora de, e Pyramidalis, relativo à pirâmide.

 

Extremo – do latim Extremus, extremo, final.

 

Extremidade – do latim Extremitas, extremidade, fim.


F

Face – do latim Facies, face.

 

Falange – do grego Phalanx, tropa e soldados. A phalanx era uma formação especial (em fileiras consecutivas) de batalha da infantaria do exército grego. Aristóteles usou o termo para os ossos dos dedos, por causa de seu arranjo em fileira, um atrás do outro.

 

Falciforme – do latim Falx, foice, Formis em forma de.

 

Faringe – do grego Pharynx, goela. Entre os gregos, apalavra Pharynx era usualmente empregada no lugar de Larynx. E Galeno usava o termo para a parte laríngea da faringe. Talvez apalavra Pharynx tenha derivado do grego Pharanx, fenda.

 

Fáscia – do latim Fascia, faixa, cinta, Fascis, feixe. A palavra Fascia em latim tinha diversos significados, todos com a idéia de atadura. Assim podia dar nome às faixas que seguravam os cabelos, cinto feminino etc. Os Fasci eram feixes de varas atados por uma faixa larga, e de um machado numa das extremidades. O termo Fáscia para designar estruturas largas e fibrosas é recente, antes do século XV, todas as expansões de tecido conjuntivo eram chamadas de aponeuroses.

 

Fascículo – do latim Fasciculus, diminutivo de Fascis, feixe.

 

Fauce – do latim Faux, plural Fauces, passagem estreita, garganta. Na antiga casa romana o Atrium era o local mais famíliar. Entre este e um pátio externo, com pilares e caramanchões (Peristylo) Havia duas estreitas passagens, usada apenas pelos escravos, chamadas de Fauces. Celso utilizou a palavra no singular para denominar a passagem da boca para a faringe.

 

Feminino – do latim Feminina, da mulher, Femina, mulher, fêmea.

 

Femoral – do latim, Femoris, da coxa.

 

Fêmur – do latim Femur, coxa. Há controvérsia quanto à origem desta palavra. Para uns, seria derivado de Fero, eu levo ou carrego; para outros, poderia ser derivado de Feo, eu gero, ou produzo, numa associação incerta com o sexo do filho ou com a cópula. A palavra latina Coxa tinha outro significado, igual a quadril, semelhante a ílium.

 

Fibra – do latim Fibra, fio, fibra de planta. Vesálio utilizou esta palavra com o sentido que hoje se conhece, isto é, de estrutura com características rígidas, fibrosas.

 

Fibroso – do latim, Fibrosus, provido ou feito de fibras.

 

Fíbula – do latim Fibula, alfinete, broche, Figere, cavar, espetar. Somente em meados do século XVI o termo teve uso anatômico. A palavra e a tradução do grego Peroné, alfinete.

 

Fígado – do latim Ficatum, fígado. Este termo designa especificamente os fígados de gansos alimentados com figos (Ficus), considerados como uma fina iguaria para banquetes (correspondente ao atual “patê de fois gras” Frances). Depois passou a designar o órgão como um todo em qualquer animal inclusive no homem. Os adjetivos e outros termos derivados a ele referentes são construídos do grego Hepar, fígado.

 

Fímbria – do latim Fimbria, franja, orla. As túnicas romanas com Fimbriae nas suas extremidades eram sempre muito ricas (bordadas com gemas e fios de prata e outro) e eram somente usadas por pessoas de destaque em ocasiões especiais.

 

Fisiologia (do grego physis = natureza, função ou funcionamento; e logos = palavra ou estudo) - é o ramo da biologia que estuda as múltiplas funções mecânicas, físicas e bioquímicas nos seres vivos.

 

Fissura – do latim Fissum, fenda

 

Flácido – do latim Flaccidus, mole, macio.

 

Flexor – do latim Flectere, curvatura, e Actor, agente.

 

Flexura – do latim Flexura, curvatura, dobradura.

 

Foice – o latim Falx, foice.

 

Folículo – do latim Folliculus, diminutivo de Follis, fole.

 

Fontanela – do frânces Fontanelle, pequena fonte. O mesmo que fontículo. A palavra também pode ter sido derivada do italiano “Fontanella”, diminutivo de fonte, através de sua forma popular

Fontana. O nome pode estar associado às pulsações no local, ou porque na idade média, os cirurgiões tentavam curar as doenças oculares ou nervosas mais graves cauterizando o ponto onde as suturas coronal e sagital se encontram (o local do fontículo anterior ou bregma). A ferida resultante era mantida aberta pela instilação de substâncias irritantes, na esperança que ai se formasse um canal por onde a matéria venosa pudesse ser expelida e é provável que a secreção ou o sangue minando da ferida lembrasse o fluir das águas de uma fonte.

 

Forame – do latim Foramen, abertura, buraco e Forare, furar, transpassar.

 

Fórnice – do latim Fornix, abóbda, arco de porta. O mesmo que fórnix.

 

Fórnix – do latim Fornix, abobada, arco de porta. Era o nome dado pelos arquitetos romanos aos arcos de tijolos ou a um aposento com teto curvo. As prostitutas romanas mais pobres trabalhavam ao ar livre, à noite, debaixo dos arcos dos aquedutos. Fornix também era o nome da moradia baixa e abobadada (na realidade um porão úmido), abaixo do rio Tibre, onde elas viviam. Daí, em português a palavra fornicação com sentido sexual, Em anatomia, nomeia especialmente uma estrutura cerebral conhecida por Galeno e descrita por Vesálio.

 

Fossa – do latim Fossa, fosso, vala, Fodiere, cavar, furar, vasar.

 

Fóvea – do latim Fovea, cova, poço.

 

Frênico – do grego Phenikos, relativo à mente ou ao diafragma. Na ilíada Phren significava a região do coração ou o próprio órgão. Depois a palavra ficou restrita à região entre o coração e o fígado (região diafragmática) e como esta área era considerada a sede das emoções, do pensamento a da fala, o termo Phren, metaforicamente, passou a designar alma, mente.

 

Frênulo – do latim Frenulum, diminutivo de Frenum, freio de animal.

 

Frontal – do latim Frontalis, Frons ou Frontis, da testa.

 

Fronte – do latim Frons, ou Frontis, testa.

 

Fundo – do latim Fundus, fundo, base.

 

Fungiforme – do latim Fungus, cogumelo, e Formis, em forma de.

 

Funículo – do latim Funiculus, diminutivo de Funis, corda, amarra.

 

G

Gálea – do latim Galea, casquete de couro, capacete. No exército romano, os centuriões (infantaria) usavam um capacete feito de couro, a Galea, que era também o nome de uma bandagem especial para a cabeça. Foi Giovanni Santorini quem primeiro empregou este termo para designar a aponeurose entre os ventres do músculo occipitofrontal.

 

Gânglio – do grego Ganglion, tumor, caroço, inchaço. Hipócrates usava o termo para designar uma tumoração subcutânea, como um cisto sinovial ou lipoma. Galeno utilizava a palavra para plexos de nervos periféricos. Posteriormente ele chamou de gânglios as formações nodulares do tronco simpático. O sentido atual do termo é devido á Raymond Vieussens.

 

Gameta – do grego Gamete, esposa; Gametes, marido.

 

Gástrico – do latim Gastricus, relativo ao estômago, e do grego Gaster, ventre.

 

Gastrocnêmio – do grego Gaster, ventre e Knéme, perna. Hipócrates e Galeno já chamavam a região posterior da perna de “Gastrocnemia”. Este nome passou a designar os músculos dessa região.

 

Gelatinosa – do frances Gélatine, substância fria, e do latim Gelatus, gelado, condensado. A palavra gelatina apareceu apenas no período medieval.

 

Gêmeo – do latim Gemellus, gêmeo, duplo. Era um antigo termo para testículos. A palavra Gemellus também era grafada Geminus e alguns etimologistas alegam ser está composta de Genitus (nascido, gerado) e Binus (duplo).

 

Gengiva – do latim Gingiva, gengiva e Gignere, criar, fazer nascer.

 

Geniculado – do latim Geniculatus, nodoso, ajoelhado, e Genu, nó, joelho. O termo provavelmente foi concebido mais a partir da forma angulosa ou articulada desta parte do corpo (joelho) do que por sua aparência saliente, nodosa.

 

Genicular – do latim Genicularis, relativo a joelho.

 

Genioglosso – do grego Geneion, queixo,e Glossa, língua.

 

Genio-Hióideo – do grego Geneion, queixo, Hyo, a letra U e Óides, forma de.

 

Genital – do latim Genitalis, que gera, Genitus, nascido, gerado.

 

Gínglimo – do grego Ginglymós, juntura, articulação. Hipócrates usava o termo “ginglymoides” e Galeno tomo a palavra grega e abreviou-a. era usada principalmente para a articulação do cotovelo e foi reintroduzida nas traduções latinas de suas obras.

 

Giro – do latim Gyrus, circulo, volta, giro.

 

Glabela – o latim Glaber, imberbe, sem pelos. Na Roma antiga, Glaber era o nome de um escravo ou servo ainda jovem, imberbe. Na idade média era o nome latino do osso frotal (por causa da falta de cabelo nesta parte). Embora já no século XVI designasse, na língua italiana popular, a região entre as sombrancelhas, com este sentido a palavra somente foi introduzida na anatomia no século XIX.

 

Glande – do latim Glans, bolota.

 

Glândula – o latim Glândula, diminutivo de Glans, bolota.

 

Glenóide – do grego Gléne, cavidade arredondada rasa, e Oidés, foram de. Na grécia antiga, a palavra Gléne também tinha outros significados (espelho, pupila, reflexo). Galeno usava o termo para uma articulação esferóide rasa.

 

Globo – do latim Globus, bola, esfera, globo.

 

Glomérulo – do latim Glomerulus que é diminutivo de Glomus, novelo, bola de lã ou outro fio.

 

Glomo – do latim Glomus, novelo, bola de lã ou outro fio.

 

Glossofaríngeo – do grego Glossa, língua e Pharyngeo, relativo á faringe. Gabrielle Fallopio foi o primeiro anatomista a descrevê-lo em detalhes por considerá-lo como um par de nervos individual.

 

Glote – do latim Glottis, laringe, e Glossa, língua.

 

Glúteo – do grego Gloutós, anca, nádega. Para Hipócrates, a palavra designava qualquer estrutura saliente arredondada, mas posteriormente o termo passou a ser usado apenas com referência à área e à musculatura das nádegas.

 

Gonfose – do grego Gomphos, prego, pino. Quem deu este nome às articulações na quais um osso encaixa em um soquete como um pino, foi Galeno, que também dava este nome aos dentes molares.

 

Grácil – do latim Gracilis, delgado, esguio.

 

Grande – do latim Lato, largo, extenso, vasto. O músculo grande dorsal é denominado em latim, musculus latissimus dorsi.

 

Granulação – do latim Granulationis, granulação e Granum, grão.

 

Granular – do latim Granularis, provido de grãos. O mesmo que granuloso.

 

Granuloma - (latim "granulum", pequeno grão + "oma" tumor).

 

Granuloso – do latim Granulosus, provido de grãos.

 

Grosso – do latim Crassus, espesso, grosso, gordo.

 

Gubernáculo – do latim Gubernaculum, leme, timão, guia, Gubernare, guiar, dirigir, comandar. Em sentido estrito, o leme ou timão de uma embarcação; de forma figurada ou mais ampla, qualquer estrutura ou pessoa que orienta ou guia alguma coisa ou alguém. Em anatomia, designa estruturas fibrosas (especialmente aquela presa ao pólo inferior do epidídimo e testículo) que orientam ou guiam seu trajeto (no exemplo, a descida ao escroto). O gubernáculo do testículo foi descrito e nomeado por John Hunter, em 1786. A palavra é a tradução literal do grego Gubernao, guiar, dirigir, comandar.

 

Gustatório – do latim Gustatus, do gosto, do paladar. Na antiga Roma, Gustatorium era uma pequena mesa de madeira leve onde se serviam refeições ligeiras (literalmente local de degustação).

 

 

H

Habênula – do latim Habenula, diminutivo Habena, tira, correia, rédea. A imagem do corpo pineal e das habênulas sugeriu, na Grécia antiga, o formato da cabeça de um cavalo e as rédeas, visualizadas pelo cavaleiro.

 

Halitose - Do latim Halitus, hálito e Ose, doença.

 

Hálux – corrupção ou aliteração do latim Allex ou Hallus, igual dedo grande.

 

Haplóide – do grego, único.

 

Haustro – do latim Haustrum, balde, caçamba. A palavra deve ser derivada do latim Haustus, esvaziado, Haurire, esvaziar. Na antiguidade, o Haustrum, no plural Haustra era o dispositivo usado para retirar água de um poço. Por extensão, passou a designar qualquer objeto com forma sacular. O termo foi introduzido em anatomia por Albrecht von Haller, no século XVIII.

 

Hélice – do grego Elix, caracol, Eilein, enrolar.

 

Helicotrema – do grego Elix, caracol, Tréma, orifício, buraco.

 

Hemartrose - Do grego Haima, sangue; Arthron, articulação e Ose, estado. Derrame de sangue na cavidade articular.

 

Hematócrito - Do grego Haima, sangue e Krino, eu separo.

 

Hematologia - Do grego Haima, sangue e Logos, estudo.

 

Hematoma - Do grego Hemato, derivado de Haima, sangue e Oma, tumor. Um tumor proveniente de derrame de sangue nos tecidos.

 

Hematopoiese - Do grego Haima, sangue e Poiesis, produção.

 

Hematúria - Do grego Haima, sangue; Ouron, urina e Ia, estado.

 

Hemiázigo – do grego Hemi, metade, A, sem, privado. Zygas, par, casal, cópula.

 

Hemicrânia - Do grego Hemi, metade e Kranion, crânio.

 

Hemiplegia - Do grego Hemi, metade; Plege, paralisia e Ia, estado. Não significa, porém “meia paralisia” e sim “paralisia de metade do corpo”.

 

Hemo - Do grego Haima, sangue.

 

Hemofilia - Do grego Haima, sangue e Philia, gostar. Não foi um neologismo muito feliz, como se vê.

 

Hemoglobina - Do grego Haima, sangue e Globina, abreviação de Globulina, do latim Globus, bola, talvez pela forma arredondada das hemácias.

 

Hemólise - Do grego Haima, sangue e Lysis, quebra.

 

Hemorragia - Do grego Haima, sangue e Rhagia, quebrar.

 

Hemorróida - Do grego Haima, sangue e Rhein, fluir, correr.

 

Hemossalpinge - Do grego Haima, sangue e Salpinx, trompa.

 

Hemostático - Do grego Haima, sangue e Statikos, que faz parar.

 

Heparina - Do grego Hepar, fígado. A heparina foi assim chamada por ser encontrada no fígado.

 

Hepatite - - Do grego Hepar, fígado e Ite, inflamação.

 

Hepatomegalia - - Do grego Hepar, fígado e Megas, grande.

 

Hermafrodita - Do grego Hermaphroditos, nome de uma figura mitológica que possuía os dois sexos e era filho de Hermes e Afrodite.

 

Hérnia - Do latim Hernia, ruptura.

 

Herpes - Do grego Herpein, alastrar.

 

Herpes Zoster - Do grego Herpes, alastrar e Zoster, cintura, cinta.

 

Hetero - Prefixo grego que significa dissemelhança.

 

Heterocrômico - Do grego Heteros, diferente e Chroma, cor.

 

Heterogêneo - Do grego Heteros, diferente e Genos, origem.

 

Hialino - Do grego Hialos, transparente, vitreo.

 

Hiato - Do grego Hiatus, abertura.

 

Hidrocefalia - Do grego Hydor, água e Kephale, cabeça.

 

Hidrocele - Do grego Hydor, água e Kele, edema.

 

Hidrofobia - Do grego Hydor, água e Phobos, temor. A doença tem este nome porque a vítima não pode engolir, devido a espasmos dolorosos da faringe e a vista da água provoca tais espasmos.

 

Hidrogênio - Do grego Hydor, água e Gennao, produzo.

 

Hidrólise - Do grego Hydor, água e Lysis, decomposição.

 

Hidronefrose - Do grego Hydor, água; Nephros, rim e Ose, estado ou doença.

 

Hidrose - Do grego Hidros, suor e Ose, estado. Tem a mesma significação de “hiperidrose”.

 

Hígido - Do grego Hygies, são.

 

Higiene - Do grego Hygieinos, sadio. A deusa grega da saúde era Hygeia, filha de deus da medicina, Asklepios (Esculápio).

 

Hímen - Do grego Hymen, membrana. Na mitologia grega, Hymen era o deus do casamento e seu culto era celebrado durante as núpcias do casal. Hymeneu era o nome do conjunto de hinos cantados durante a cerimônia. Na anatomia grega, a palavra não tinha significado especial, podendo nomear qualquer membrana, como o pericárdio, peritônio etc. Vesálio em 1550 parece ter sido um dos primeiros anatomista a usar o termo especificamente para a membrana que se situa no vestíbulo da vagina.

 

Hiperacidez - Do grego Hyper, excesso e do latim Acidus, azedo.

 

Hiperalgesia - Do grego Hyper, excesso e Algos, dor. Hipersensibilidade dolorosa.

 

Hipercalcemia - Do grego Hyper, excesso; do latim Calx, cal; do grego Haima, sangue e Ia, estado. Excesso de cálcio no sangue.

 

Hiperceratose - Do grego Hyper, excesso; Keras, corno e Ose , estado. Crescimento excessivo das camadas córneas da pele.

 

Hiperemia - Do grego Hyper, excesso; Haima, sangue é o estado de  aumento de sangue em determinada parte do corpo.

 

Hipercrômico - Do grego Hyper, excesso e Chroma, cor.

 

Hiperplasia - Do grego Hyper, excesso e plasis, formação.

 

Hipersecreção - Do grego Hyper, excesso e do latim Secretio, de Secernere, separar.

 

Hipersensível - Do grego Hyper, excesso e do latim sentire.

 

Hipertrofia - Do grego Hyper, excesso e Trophe, nutrição.

 

Hipnótico - Do grego Hypnotikos, de Hypnoun, fazer dormir.

 

Hipocrômico - Do grego Hypo, abaixo e Chroma, cor. De cor desbotada.

 

Hipodérmico - Do grego Hypo, abaixo e Derma, pele.

 

Hipófise - Do grego Hypo, sob e Physis, crescimento. Assim denominada por “crescer sob o encéfalo”.

 

Hipogástrico - Do grego Hypo, baixo e Gaster, estômago.

 

Hipoglicemia - Do grego Hypo, menos; Glykys, doce e Haima, sangue. Diminuição da glicose no sangue.

 

Hipoglosso - Do grego Hypo, sob e Glossa, língua.

 

Hiposmia - Do grego Hypo, menos e Osme, cheiro. Diminuição da acuidade olfativa.

 

Hipotálamo - Do grego Hypo, abaixo e Thalamos, câmara interna.

 

Hipotensão - Do grego Hypo, sob ou baixo e Temos, tensão.

 

Hirsutismo - Do latim Hirusutus, cabeludo ou peludo e Ismo, estado.

 

Histamina - Do grego Histos, tecido e da palavra I criada para designar certos derivados da amônia.

 

Histerectomia - Do grego Hystera, útero e Ektome, excisão.

 

Histerotomia - Do grego Hystera, útero e Tome, cortar. A histerotomia quando feita para dar nascimento ao feto denomina-se “cesariana”.

 

Histiócito - Do grego Histion, pano ou tecido e Kytos, vaso ou célula.

 

Histologia - Do grego Histos, tecido e Logos, estudos.

 

Holócrino - Do grego Holos, todo e Krinein, separar. Glândulas holócrinas são certas glândulas, como as sebáceas, em que a célula secretora é eliminada com a secreção.

 

Homeo - Prefixo grego que indica semelhança.

 

Homeopatia - Do grego Homoios, semelhante e Pathos, sofrimento ou doença. Esta palavra foi criada por Hahnemann para significar “o semelhante cura o semelhante”.

 

Homossexual - Do grego Homos, o mesmo e do latim Sexus, sexo.

 

Hormônio - Do grego Horman, excitar, estimular.

 

Hospital - Do latim Hospes, hóspede. Da mesma raiz latina derivou também “hospedaria”.

 

Humor - Do latim Humor, líquido.

 

I

Iatrogenia - o termo deriva do grego iatros (médico, curandeiro) e genia (origem, causa), pelo que pode aplicar-se tanto a efeitos bons ou maus.

 

Iatrogênico - Do grego Iatros, médico, cura e Genesis, origem. Doença iatrogênica é a doença causada pelo médico.

 

Icterícia - Do grego Ikteros, verde, esverdeado.

 

Idiopático - Do grego Idios, próprio e Pathos, sofrimento ou doença.

 

Íleo - Do latim Ileum, que é provavelmente a latinização do grego Ileós, enrolado, revolvido ou do grego Eilein, enrolar. Esta palavra surgiu apenas em 1618 significando parte do intestino delgado, provavelmente por erro de tradução. Os gregos não distinguiam partes do intestino delgado. O termo era utilizado por Galeno como “enteron eileòn” no sentido patológico, designando provavelmente um volvo, hérnia interna.

 

Ílíaco - Do latim Ilium, flanco, relativo à anca.

 

Ílio – Do latim ilium, quadril, anca. Este termo surgiu na idade média, possivelmente por corrupcção do latim Ilia, flanco, parte mole, ou do latim ilis, mole. Alguns etimologistas não vêm distinção na origem das palavras ileum e ilium e argumentam que o osso (ilium) teria este nome por estar relacionado a esta região de um animal de carga ou por sustentar o intestino (ileum). Inclusive, no grego arcaico, o termo ilia dava nome ao intestino de animais (tripas).

 

Ima – Do latim Imus, o mais abaixo, superlativo de inferus abaixo. O mesmo que ínfima.

 

Impar – do latim, impar, desigual.

 

Impressão – do latim impressio, pressão, aperto.

 

Imunidade - Do latim Immunitas, isenção.

 

Inalar - Do latim In, dentro e Halare, respirar.

 

Incerta – do latim incertus, vago, indefinido.

 

Incisal – do latim incisalis, relativo a corte, incidere, cortar.

 

Incisão - Do latim Incidere, cortar dentro, derivado de In, dentro e Caedere, cortar.

 

Incisivo – do latim incisivus, cortante, incidere, cortar.

 

Incisura – do latim incisura, incisão, corte.

 

Incontinência - Do latim In, dentro e Cubare, deitar, jazer.

 

Indicador – do latim Índex, apontador, sinalizador, L. Indicare, apontar, o mesmo que índice.

 

Índice – do latim índex, apontador, sinalizador. O famoso índex como é conhecido em português, é a abreviação da expressão Index Librorum Prohibitorum (catalogo dos livros proibidos) usada pela igreja Católica durante a inquisição, com a finalidade de expurgar a leitura de livros considerados heréticos, condenando-os à fogueira. Posteriormente, a palavra índice passou a designar a lista de títulos ou capítulos de um livro e, por extensão, uma lista completa dos itens de uma coleção.

Inferior – do latim Inferior, mais abaixo, comparativo de L inferus, abaixo.

 

Ínfima – do latim infimus, o mais abaixo, superlativo de L inferus abaixo. O mesmo que ima.

 

Inflamação - Do latim In, dentro e Flamma, chama. Na inflamação os tecidos “estão em chamas”.

 

Influenza - É uma palavra italiana, que significa “influência”. A doença era atribuída à influência dos astros ou a influências ocultas.

 

Infraglotica – do latim infra, abaixo de, e do grego, Glottykós, relativo à glote.

 

Infundíbulo - Do latim Infundibulum, funil, e L infundere, derramar, verter. Este termo foi usado por Rufo de Éfeso para qualquer passagem ou estrutura afunilada. Foi Vesálio quem deu este nome à conexão da hipófise ao cérebro, depois adotado por Raynmond Vieussens e Thomas

Willis. Jean Cruveilhier chamou assim o prolongamento do ventrículo direito que forma o tronco pulmonar (indundibulum pulmonis), termo posteriormente modificado por Caspar Wolf para conus arteriosus (cone arterioso).

 

Ingesta - Plural latino de Ingestum, ingerido.

 

Íngua - Do latim Ingueus, virilha.

 

Inguinal. - A mesma origem acima.

 

Inserção – do latim insertio, introdução, L Inserere, introduzir.

 

Inspiração - Do latim In, dentro e Spinare, respirar.

 

Ìnsula – do latim Insula, ilha.

 

Insular – do latim Insularis, relativo ou pertencente a uma ilha.

 

Insulina - Do latim Insula, ilha, referindo-se à ilhotas pancreáticas, parte do pâncreas onde este hormônio é produzido.

 

Intercalado – do latim Inter, entre e L. calatus, nomeado, selecionado.

 

Interior – do latim Interior, mais interno, comparativo do latim Inter (intra) ou internus.

 

Intermédio – do latim Inter, entre e Medium, no meio central. Alguns etimologistas alegam que a palavra seria a contração da expressão “Inter hos medius”, isto é, o que ficou no meio.

 

Interno – do latim Internus, mais interno, comparativo de Intus, dentro.

 

Intersecção – Do latim Inter, entre L. Sectio, corte, separação.

 

Intersticial - Do latim Interstitium, de Inter, entre e Sistere, estar.

 

Intestino - Do latim Intestinum, interno, entranhas. A palavra intestinus (adentrado), originalmente significava qualquer objeto que estivesse no interior de outro (em português, algo semelhante a guardado) do latim Intus, dentro. Depois, em sentido figurado, passou a designar interno ou doméstico (em oposição a externo ou estrangeiro). Alguns alegam que o termo seria derivado da expressão “quos intus est”, literalmente, “o que está dentro”.

 

Íntima – do latim Intimus, o mais profundo, superlativo de internus.

 

Intracelular - Do latim Intra, dentro e Cellula, diminutivo de Cella, aposento.

 

Intrínseco - Do latim Intra, dentro e Secus, do lado.

 

Intróito – do latim Introitus, entrada, Intra, para dentro e Ire, ir.

 

Intumescência - Do latim Tumescere, começar e inchar, a aumentar de volume.

 

Inversão - Do latim Invertere, inverter, voltar o lado de dentro para o de fora ou o de baixo para cima.