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FLÚOR

 

O que é flúor?

Flúor é um elemento químico, símbolo F, de número atômico 9 (9 prótons e 9 elétrons) de massa atómica 19, situado no grupo dos halogênios (grupo 17 ou 7A) da tabela periódica dos elementos (vide tabela abaixo).

Em sua forma biatômica (F2) e em CNTP, é um gás de coloração amarelo-pálido. É o mais eletronegativo e reativo de todos os elementos. Em sua forma ionizada (F) é o que chamamos de fluoreto. Repare: nós fluoretamos o dente e não fluoramos, isto é, adcionamos fluoreto (F‾) e não Flúor (F).


O flúor faz mal à saúde?


   Nas concentrações usadas em odontologia não. Na concentração odontoterapêutica o flúor é benéfico, pois reduz a cárie dentária, um grande problema de saúde que afeta mais de 95 % da população. Porém, deve ser ingerido na dosagem correta, para haver a prevenção sem efeitos colaterais.


De que maneira o flúor fortalece o dente?


   Ele deve estar presente na saliva e, conseqüentemente, banhando os dentes, interferindo nos microrganismos produtores da cárie e alterando os cristais do esmalte, tornando-os mais resistentes ao ataque da cárie.



Quais as formas se usar o flúor?


   O flúor pode ser ingerido através da água de abastecimento público e do sal de cozinha e pode ser adicionado ao leite (geralmente em programas alimentares em escola) sob a forma de comprimidos ou gotas. Essas formas são chamadas de "sistêmicas", porque têm um metabolismo próprio no corpo humano. O flúor pode ser usado localmente nos dentes  por meio de cremes dentais (pastas de dente), bochechos, aplicações tópicas realizadas por dentistas ou auxiliares ou, ainda, por vernizes fluoretados.

 

Deve-se tomar flúor na gravidez para
benefício da criança?


   Não se deve tomar flúor na gravidez, pois se a mãe recebe normalmente
o flúor sistêmico, através da água, por exemplo, uma pequena parte do
flúor chega até o feto. Por outro lado, se a gestante não receber flúor sistêmico e começar a tomá-lo na gravidez, serão necessários cerca de seis meses para haver embebição e saturação do flúor no corpo da mãe, para depois chegar ao filho. Se somarmos esses 6 meses com 2 meses, aproximadamente, para o diagnóstico da gravidez, o tempo útil fica reduzido.

 

A aplicação tópica periódica de flúor em
crianças funciona? E nos adultos?


   A aplicação periódica de flúor em crianças funciona, reduzindo o risco de cárie. A frequencia maior, em geral, é mais benéfica. Já a aplicação tópica em adultos reduz a incidência de cárie, embora com resultados mais modestos do que em crianças. Deve-se lembrar que a interrupção do uso do flúor pode aumentar ligeiramente o aparecimento de novas cáries.

 

Quando se deve fazer a primeira aplicação
de flúor na criança?


   A primeira aplicação de flúor deve ser feita o mais precocemente possível, isto é, após o nascimento dos dentes de leite.

 

O flúor interfere na doença gengival?


   Não. Somente de forma indireta, pela redução da cárie.

 

Nas cidades onde existe fluoretação de água,
há problema em usar pasta ou bochecho
com flúor?


   Não há problema em usar pasta ou bochechos com flúor em cidades com
fluoretação das águas,
DESDE QUE não ocorra ingestão da pasta ou da
solução do bochecho.

 

Faz mal à criança engolir pasta com flúor?


   Não é recomendável. Se ocorrer a ingestão sistemática (sempre que escovar os dentes) por muitos anos, esta poderá causar a
fluorose dentária (vide adiante). O volume de pasta a ser colocado na escova deve ser limitado a 0,5 cm, ou menos, em função da idade da criança. A ingestão ocasional não traz maiores problemas.

 

FLUOROSE

 

O que é fluorose? Por que ocorre?

A fluorose é uma alteração que ocorre devido ao excesso de ingestão de flúor, durante a formação dos dentes. Ela se manifesta principalmente pela alteração de cor do esmalte, que pode assumir uma tonalidade esbranquiçada ou exibir pequenas manchas ou linhas brancas. 



Nos casos mais graves, adquire uma coloração acastanhada ou marrom, podendo haver perda de estrutura dental; nesses casos, torna-se mais 


Muitos trabalhos apontam como causa da fluorose a utilização de gotas e comprimidos contendo flúor, inclusive muitos complexos vitamínicos recomendados pelos pediatras. Atualmente, a maior causa de fluorose é a ingestão de produtos fluoretados em locais onde já existe água fluoretada, sendo que o mais comum é o dentifrício fluoretado, que muitas crianças engolem durante a escovação. O enxaguatório contendo flúor também poderá contribuir se for indicado para crianças que ainda não tenham controle adequado da deglutição.

 

Durante a gravidez, devo ingerir suplementos de flúor?

Este é um erro clássico cometido por grande parte da população com cumplicidade dos médicos pediatras. Na gravidez não é necessário ingerir suplementos de flúor, pois se sabe que a principal ação preventiva é a tópica, ou seja, a que se dá pelo contato do flúor na boca com os dentes. Além disso, na gestante que ingere água fluoretada, o flúor passa para o bebê através da placenta.

 

Pode ocorrer fluorose em dentes de leite?

A fluorose em dentes decíduos possui características semelhantes às da fluorose em dentes permanentes. Não é comum, pois só pode ocorrer nos dentes cuja mineralização  se dá após o nascimento. Ao nascimento do bebê as coroas dos dentes incisivos centrais superiores e inferiores, por exemplo, já estão formadas antes mesmo de erupcionar. A porção formada na vida intra-uterina, mesmo que a gestante ingerisse ligeiro excesso, receberia proteção da placenta, que é uma barreira semipermeável que deixa passar apenas uma parte do flúor circulante.

 

Quando ocorre fluorose nos dentes de leite, os permanentes também serão acometidos?

Não. A fluorose não passa de uma dentição para outra, pois ela ocorre durante o período de formação dos dentes, e dentes de leite e permanentes se formam em épocas muito diferentes. Mesmo na dentição permanente ela pode afetar alguns dentes e não afetar outros, ou ainda afetar dentes diferentes com grau de severidade diversos. Tudo depende da época que ocorreu o excesso de ingestão e da época de formação dos dentes. O período de maior risco para a ocorrência de fluorose é até os Seis anos de idade, quando estão se formando as coroas dos dentes anteriores, pois se sabe que o maior problema da fluorose é quanto à estética.

 

Os dentes com fluorose são mais fracos? Correm maior risco de ter cárie?

Os dentes com fluorose são ligeiramente mais resistentes à cárie dental, mas não são imunes a ela. Portanto, se o indivíduo tiver dieta e microrganismos cariogênicos (que causam a cárie), exibindo atividade de cárie, deve receber a mesma atenção preventiva que outro paciente sem fluorose.

 

Se eu usar dentifrício fluoretado para escovar os dentinhos do meu filho de dois anos, ele correrá o risco de ter fluorose?

Ele corre o risco de ter fluorose se o dentifrício for usado indiscriminadamente, sem cuidado. Se o seu filho engolir muito dentifrício, ele poderá apresentar fluorose, principalmente se morar em região com água fluoretada (como São Paulo, por exemplo). Isto ocorre porque nessa idade as crianças ainda não sabem controlar a deglutição e nem cuspir adequadamente e acabam ingerindo quantidade acima daquela segura para seu peso. Recomenda-se a utilização de quantidade mínima na escova de dente (semelhante a um grão de arroz), sempre sob supervisão dos responsáveis e, alguns profissionais recomendam o uso de dentifrícios sem flúor.

 

Meu filho de 12 anos faz aplicação de flúor no dentista, usa pasta fluoretada e faz bochechos diariamente com solução fluoretada. Ele corre o risco de ter fluorose?

Não, pois todos os seus dentes já estão com as coroas formadas nessa idade. Entretanto, nem sempre é necessário usar todos os tipos de produtos com flúor disponíveis no mercado: o dentifrício deve ser utilizado por todos os indivíduos, mas os bochechos e as aplicações tópicas profissionais devem ser utilizados levando-se em consideração a atividade de cárie de cada um (quem avalia isso é o dentista).

O que fazer nos casos de fluorose?

fig40

 A descoberta da fluorose não traz grandes mudanças do ponto de vista prático, a não ser nos casos em que a estética é muito prejudicada e começa a incomodar o paciente. A maioria dos casos observados atualmente é de fluorose muito leve ou leve, em que as manchas ou linhas brancas ficam disfarçadas quando o dente está úmido, não sendo necessário nenhum tratamento; se for necessário melhorar a estética, existem algumas técnicas disponíveis, que vão de um microdesgaste do esmalte até técnicas restauradoras tradicionais. Mas, do ponto de vista prático, o  mais importante é prevenir. Mas se a fluorose estiver mais avançada (é o caso mostrado na figura ao lado) uma correção estética pode ser necessária.

 

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